Naquele
final de ano também Kalu muito doente morrera, fora também
constrangedor acostumarmos sem o nosso amiguinho tão fiel, que durante quinze
anos fizera parte de minha vida.
Fora
tanta falta que ele fizera que resolvemos nunca mais ter animal de estimação,
mas um dia Maia apareceu em casa com um cachorrinho vira latas recém nascido,
ela nos dissera que estivera voltando da escola, juntamente com mais duas
meninas da sala e estavam os três cachorrinhos ganindo na calçada, não tiveram
dúvidas, cada uma adotara um cãozinho, elas pressentiram terem sido colocados
naquele lugar, por alguém que soubera, ou vira sempre elas passarem por ali.
Ela
lhe pusera o nome de Kalu novamente e eu achei isso normal, uma
vez que este viera no momento em que estivéramos sentindo a falta do velhinho Kalu.
Esse
nome continuaria a ser pronunciado dentro de nossa casa, enquanto a saudade
fora sendo abrandada.
Apenas
a saudade de Samuel e Celestina, jamais pudera ser substituída, mas sim eles
sempre estiveram presentes em nossas recordações, em cada receita que Celestina
me ensinara, em cada visita de Samuel em nossa casa.
Eu
continuara a ter fortes percepções, e também sentir a presença de seres
iluminados como Rafaela em minha vida, na hora de tomar decisões, em momentos
de tristeza, e cansaço também.
Viera
conscientemente, como uma voz de trovão dizendo:
Calma,
tudo vai dar certo!
Eu,
no mesmo momento me restabelecera, pois nunca tivera dúvidas disso...
Kalu ficara um cachorro imenso, o oposto de
Kalu,mas era uma doçura de animal e se adaptara bem no pequeno apartamento,
sendo levado todo dia de madrugada quase por Renato para fazer suas
necessidades fisiológicas, sendo recolhidas e jogadas no lixo.
Era
bonachão e saudável, e para Maia ele era o melhor amigo do mundo, ele a adorava
e enquanto ela estudava ele dormia deitado no sofá ao lado da escrivaninha
dela.
E á
medida que o tempo passara, superávamos todos os obstáculos com muita fé,
éramos os dois professores ingressados na Rede Pública, portanto aprendêramos a
vivermos bem com nossa vida regrada.
Á
medida que Maia fora crescendo,eu fora contando alguns relatos sobre minha
vida, porém nunca enfatizara o que me fora ruim, mas sim as respostas que
tivera para minhas perguntas, mas para que ela se inteirasse de toda verdade,
precisaria ter idade suficiente, então decidira que gradativamente,
acrescentaria alguns tópicos.
Também
tivera sempre comigo,que o importante sempre fora o amor que nos unira,
juntamente com Renato, que com o passar dos anos, fora se revelando uma pessoa
extremamente espetacular.
Ela
fizera quinze anos e realizamos uma festa
simples, porém maravilhosa, convidando as amigas com um bolo champanhe e
também alguns quitutes.
Foram
muitas fotos, numa noite esplêndida...
Naquela
noite quando fora dormir, sentira uma dor muito forte na barriga, Renato e Maia
já estavam dormindo e eu levantara devagarzinho para não acordá-los, mas
passara a noite com diarreia e suores também.
No
outro dia bem cedo, Renato achara melhor eu consultar um médico.
Pois eu sentira
dor abdominal intensa, somente de um lado da barriga.
Também
lembrara que houvera tendo sangramento vaginal
irregular, e a sensação de peso na vagina; pois nesse dia também, forte dor e palpação do útero, com meu
abdômen
muito inchado.
Ao
chegar no hospital fora consultada por um clínico que pedira um exame beta HCG.
O
exame beta HCG qualitativo é o
chamado teste de gravidez de farmácia, que
só indica se a mulher está grávida ou não, não sendo informada a concentração
de hormônio no sangue e sendo indicado pelo ginecologista a realização de exame
de sangue para confirmação da gravidez.
Fora
feito o outro exame e acusara gravidez ectópica ou tubária.
Ficáramos
surpresos porque não houvéramos planejado...
O
médico explicou que:
A
gravidez ectópica é a
gravidez, onde o ovo
fecundado, se
mantém em outro
local, além
do fundo da cavidade do útero.
Como as trompas ou tubas uterinas, ovários,
colo uterino e cavidade abdominal.
A gravidez ectópica ocorre em um por cento das gestações e, geralmente, ela é ocasionada, por uma lesão nas trompas, o que causa o
estreitamento ou
obstrução.