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segunda-feira, 15 de junho de 2015

FRAGMENTO DO LIVRO_VOZ DE TROVÃO

Naquele final de ano também Kalu muito doente morrera, fora também constrangedor acostumarmos sem o nosso amiguinho tão fiel, que durante quinze anos fizera parte de minha vida.
Fora tanta falta que ele fizera que resolvemos nunca mais ter animal de estimação, mas um dia Maia apareceu em casa com um cachorrinho vira latas recém nascido, ela nos dissera que estivera voltando da escola, juntamente com mais duas meninas da sala e estavam os três cachorrinhos ganindo na calçada, não tiveram dúvidas, cada uma adotara um cãozinho, elas pressentiram terem sido colocados naquele lugar, por alguém que soubera, ou vira sempre elas passarem por ali.
Ela lhe pusera o nome de Kalu novamente e eu achei isso normal, uma vez que este viera no momento em que estivéramos sentindo a falta do velhinho Kalu.
Esse nome continuaria a ser pronunciado dentro de nossa casa, enquanto a saudade fora sendo abrandada.
Apenas a saudade de Samuel e Celestina, jamais pudera ser substituída, mas sim eles sempre estiveram presentes em nossas recordações, em cada receita que Celestina me ensinara, em cada visita de Samuel em nossa casa.
Eu continuara a ter fortes percepções, e também sentir a presença de seres iluminados como Rafaela em minha vida, na hora de tomar decisões, em momentos de tristeza, e cansaço  também.
Viera conscientemente, como uma voz de trovão dizendo:
Calma, tudo vai dar certo!
Eu, no mesmo momento me restabelecera, pois nunca tivera dúvidas disso...
Kalu ficara um cachorro imenso, o oposto de Kalu,mas era uma doçura de animal e se adaptara bem no pequeno apartamento, sendo levado todo dia de madrugada quase por Renato para fazer suas necessidades fisiológicas, sendo recolhidas e jogadas no lixo.
Era bonachão e saudável, e para Maia ele era o melhor amigo do mundo, ele a adorava e enquanto ela estudava ele dormia deitado no sofá ao lado da escrivaninha dela.
E á medida que o tempo passara, superávamos todos os obstáculos com muita fé, éramos os dois professores ingressados na Rede Pública, portanto aprendêramos a vivermos bem com nossa vida regrada.
Á medida que Maia fora crescendo,eu fora contando alguns relatos sobre minha vida, porém nunca enfatizara o que me fora ruim, mas sim as respostas que tivera para minhas perguntas, mas para que ela se inteirasse de toda verdade, precisaria ter idade suficiente, então decidira que gradativamente, acrescentaria alguns tópicos.
Também tivera sempre comigo,que o importante sempre fora o amor que nos unira, juntamente com Renato, que com o passar dos anos, fora se revelando uma pessoa extremamente espetacular.
Ela fizera quinze anos e realizamos uma festa  simples, porém maravilhosa, convidando as amigas com um bolo champanhe e também alguns quitutes.
Foram muitas fotos, numa noite esplêndida...
Naquela noite quando fora dormir, sentira uma dor muito forte na barriga, Renato e Maia já estavam dormindo e eu levantara devagarzinho para não acordá-los, mas passara a noite com diarreia e suores também.
No outro dia bem cedo, Renato achara melhor eu consultar um médico.
Pois eu sentira dor abdominal intensa, somente de um lado da barriga.
Também lembrara que houvera tendo sangramento vaginal irregular, e a sensação de peso na vagina; pois nesse dia também, forte dor e palpação do útero, com meu
abdômen muito inchado.
Ao chegar no hospital fora consultada por um clínico que pedira um exame beta HCG.
 O exame beta HCG qualitativo é o chamado teste de gravidez de farmácia, que só indica se a mulher está grávida ou não, não sendo informada a concentração de hormônio no sangue e sendo indicado pelo ginecologista a realização de exame de sangue para confirmação da gravidez.
Fora feito o outro exame e acusara gravidez ectópica ou tubária.
Ficáramos surpresos porque não houvéramos planejado...
O médico explicou que:
A gravidez ectópica é a gravidez, onde o ovo fecundado, se mantém em outro local, além do fundo da cavidade do útero.
Como as trompas ou tubas uterinas, ovários, colo uterino e cavidade abdominal.
A gravidez ectópica ocorre em um por cento das gestações e, geralmente, ela é ocasionada, por uma lesão nas trompas, o que causa o estreitamento ou obstrução.