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segunda-feira, 15 de junho de 2015

FRAGMENTO DO LIVRO_VOZ DE TROVÃO

Eu procurara nunca contar nada sobre o estupro, nem para minha mãe e muito menos para meu irmão, então tudo fora se esvaindo no tempo, e ainda sobrara um resquício de amor entre nós...
Porém sobreviver aquela situação fora extremamente difícil para mim,o que me levara a cometer suicídio.
Embora a história da humanidade tenha sido permeada pela compleição de eventos traumáticos, naturais ou provocados pelo próprio ser humano, fora somente estendida a compreensão, durante a metade do século dezenove, quando surgiram as inovações tecnológicas, levando mais em consideração os traumas físicos sofridos em acidentes por meios de transportes, fossem aéreos ou rodoviários.
Aos poucos, foram associando também esses traumas, aos abusos físicos e psicológicos.
São sintomas terríveis, que vão desde insônias,sudoreses,tremores,ansiedade,desânimo e também depressão.
Também podem ocorrer fobias, das mais variadas, falta de confiança, isolação social e outros.
Acreditara eu, que os profissionais precisariam estarem mais atentos, não apenas para tratarem os sintomas, mas descobrirem o foco de onde advém o desconforto.
Essas doenças como não abrem feridas no corpo, dificilmente a vítima tem uma resposta positiva a sua queixa, que não seja voltada para ela mesma.
Enfim,eu entendera que minha história, assim como todas as histórias contadas por minha querida avó Rafaela ,também tiveram um final feliz, quando chamamos de final, o que realmente eu comprovara de fato, que fora outro início com todos os esclarecimentos possíveis.
Porque, mesmo que neste plano, alguém passe como vencido pela enfermidade, pelas desavenças, pelas tristezas das perdas, se esta fora uma pessoa que buscara o bem,terá certamente um final feliz.
Eu tivera uma amiga, na juventude, cujo irmão nascera com uma anomalia cardíaca muito severa, doença de Chagas transmitida pelo Trypanosoma cruzi, cujo parasita da mesma família do tripanosoma africano, responsável pela doença do sono.
Sofrera abruptamente todos os sintomas da doença, vindo a falecer com vinte quatro anos, não só em decorrência da doença,mas também porque tivera hepatite medicamentosa.
Porém me lembro que todas as vezes que fui visitá-lo, estava sempre esperançoso alegre, contando tudo sobre a doença.
Essa minha amiga, costumava banhar os pés dele, quando inchavam muito com água morna, em um domingo de carnaval ele se fora, minha amiga ainda adolescente ficara muito triste,porém,certamente ele partira como um vitorioso.
A minha experiência me valera muito em minha vida, portanto acredito, que eu viera predestinada a passar por tudo que passara, porque somente assim, poderia ajudar outras pessoas, quando perdiam seus entes.
Mas,eu tivera sempre em mente que, a vida aqui neste plano é maravilhosa, e que somos uma só consciência, mas todos interligados, embora jamais encontrara palavras para descrever, a sensação que eu sentira, ao ser tocada por aquela luz, ao ouvir aquela voz, suave como música, e forte como trovão.
Meu neto, agora já na faculdade cursando informática, porém continuara apaixonado pelo piano, ele tocava numa casa noturna em Portugal, era apaixonadíssimo pela música clássica, e Renato amava esse neto de maneira singular, então decidíramos nos mudarmos também para lá, pois aquela era a nossa família e era importante que ficássemos perto.
Marcos e Lavínia também foram conosco, se avizinhar de seus filhos ...
Depois de  anos morando em Portugal, acompanhara as estações e francamente achara o clima em Portugal, puramente o melhor clima do mundo.
Viajáramos por cidades lindas com muito calor, muito frio, muita chuva e meu arremate mantivera-se o mesmo.
 Portugal proporciona um clima tranquilo e gostoso...
 Tendo cada estação do ano, as características muito reservadas e bem delineadas.
Sempre sonhara em morar num lugar, onde não sofreria com o calor, lembrara de meu sofrimento com as sudoreses, quando ainda bem jovem, e quão grata eu fora a Deus pela cura e pela oportunidade de vivenciar ainda neste plano as tais maravilhas de morar num país calmo e acolhedor.
Suas ruas, representaram sempre para mim, a extensão de meu apartamento, encontrando pessoas alegres gentis, sentindo saudade sim do Brasil, mas por outro lado agradecendo a Deus, por ter conseguido, com a verdade, vencer todos os obstáculos.