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terça-feira, 9 de junho de 2015

FRAGMENTO DO LIVRO_VOZ DE TROVÃO


Mudara o ano e eu fora para o primeiro ano do Ensino Médio, então começara a trabalhar de dia e estudar de noite, minha mãe fora ao colégio, e mediante justificativas de que eu precisara trabalhar para ajudar a família, eles deram um jeito de me encaixar á noite.
Leo continuara estudando de dia, mas mesmo assim, ia á noite me esperar na porta da escola, era muito bom poder contar com a presença desse amor em minha vida, pois me compreendia de maneira eficaz e não me levara nunca a questionar os fatos, sempre soubera me elevar para o alto, e deixar aquém os meus problemas.
Aos domingos íamos ao cinema, também íamos ás baladas aos sábados, ele gostava muito e despertara esse gosto em mim.
Sua família era de classe média e ele não tinha grandes problemas, fora o que sempre me parecera.
Ele gostava de vôlei e eu ia ás quadras para vê-lo jogar, depois dávamos sempre uma esticada em um barzinho ou em qualquer outro lugar.
Leo sempre tivera uma disposição para sair de casa fora do comum, vivera sempre rindo,era muito prático e também aparentara sempre uma sinceridade nítida e transparente. 
Os meus pais gostavam dele e nunca sequer implicaram com nada, podíamos sair e voltarmos a hora que quiséssemos.
Aos domingos comumente levantávamos muito cedo e íamos ao Parque Ibirapuera maravilhoso parque urbano na cidade de São Paulo, Brasil.
 Que acabara sendo um dos parques mais visitados da América Latina, em determinados anos.
 Parque Ibirapuera é um parque tombado e patrimônio histórico de São Paulo. Seus jardins foram desenhados pelo paisagista Otávio Augusto Teixeira Mendes.
as construções históricas como os pavilhões que abrigam museus, o auditório, marquise entre outras foram concebidas pelo arquiteto Oscar Niemeyer com projetos estruturais do engenheiro Joaquim Cardoso, e são tombadas pelo Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
O parque como um todo é tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo.
Essas informações nos eram interessantes,pois mediante tais, acirrava nosso incentivo.
Era muito bom passarmos alguns domingos numa área onde respirávamos ar puro e caminhávamos bastante.
Mas no dia de meu aniversário, ficamos em minha casa, almoçamos juntos, minha família e o Leo
Como eu tivera uma certa prática na cozinha, fizera uma macarronada com frango e maionese, e tudo saíra perfeito, era a primeira vez, que Leo almoçara em minha casa.
Á tarde, partíramos um bolo para dividir com minhas amigas, e também com o Leo, que me dera o cãozinho Kalu de presente de aniversário, Léo comprara uns refrigerantes e cantamos parabéns na sala de minha casa.
Minha mãe e meu padrasto também participaram da festa, pois o bolo era imenso e servira de jantar também.
Conversamos bastante eu e minhas amigas, meu irmão com nove anos também era bastante comunicativo e se divertiu muito, principalmente com Kalu que gostava de ficar mordiscando o cadarço de seu tênis.
Depois que todos se foram, já era meio tarde e eu dei uma ordem em minha casa, e os demais foram dormir.
Claro, que Rodrigo fizera uma caminha para Kalu em seu quarto.
Tomara um bom banho, pensara bastante na vida, e ficara imaginando o que faria quando terminasse o Ensino Médio, o Leo cursaria engenharia, pois a família dele tinha um certo poder aquisitivo que possibilitara ele estudar de dia, mas eu já trabalhava numa papelaria para ajudar em casa.
O importante seria viver um dia de cada vez, procurando não perder tempo, mas sim, estudar bastante,eu ainda não havia me decidido, mesmo porque os cursos mais caros,eu não teria condições de fazer.
Depois do banho, abrira a janela de meu quarto e o céu estava lindo, um luar encantador e também salpicado de estrelas.
Fora uma festa simples, quase insignificante, mas para mim, fora muito importante,afinal,não é todo dia que alguém completa quinze anos de idade.
Respirei a brisa fresca, que me encheu de paz, eu fechara lentamente a janela, puxara o lençol de minha cama, dera  batidas no travesseiro com a mão, agradecendo a vida.