O
tempo passara e ele resolveu, que era melhor casarmos, colocamos as alianças e
depois de um mês nos casamos, fora uma cerimônia simples, apenas meus
familiares, os familiares dele e alguns
amigos.
Eu
casara virgem, portanto, no começo eu me sentira estranha e não tivera com quem
confidenciar, mas aos poucos tudo fora se normalizando.
Ele
resolvera onde moraríamos, os móveis e tudo mais, aos poucos fora me apegando
bastante a ele, sentindo ser a única pessoa com a qual eu poderia contar para
tudo.
Então
depois do casamento me sentira extremamente apaixonada por ele procurando
agradá-lo, fazendo um jantar sempre muito especial para esperá-lo.
Gostava
de minha humilde casa, pois todos os dias eu limpava ia na feira ,comprara
flores e punha no vaso da cozinha, tudo ficara esplêndido para mim.
Ele
nem era tanto exigente com suas roupas, pois eu tivera uma grande dificuldade
em lavar e passar roupas, gostava mais fazer pratos diferentes e arrumar bem a
casa todo dia.
O
tempo fora passando e nos adequamos dentro do possível, um ao outro,eu fora
tolhida de minhas amizades, sobraram meus familiares, que o adoravam.
Eu
vivia querendo provar a ele, que eu era uma boa esposa, e fizera tudo aquilo que eu gostara, achando que ele gostaria também, porém ainda
eu não percebera ,que tínhamos gostos diferentes.
Eu
voltara a estudar e me focara nos livros, na vontade de nortear meu caminho e
chegar um dia, a ser uma mulher independente, pelo menos financeiramente.
Eu
tivera muita garra para jamais desistir, porém, algumas vezes tivera vontade,
pois tivera crises homéricas de insônia, e depressão, juntando com a faculdade
também.
Quando
eu me via exposta,
a uma situação considerada quase comum,
perdia o sono e me comportava ,como
uma adolescente idiota.
Comecei
a fazer terapia, e o meu terapeuta me disse que eu sofria de depressão, e que
precisava de tratamento.
Eu
resisti quase um ano fazendo terapia sem tomar antidepressivos,
mas mediante a tamanho desconforto, precisei ceder ao tratamento.
O que
me foi bastante doloroso admitir na
época, depois nos acostumamos com tudo
na vida, tudo passa a ser normal, apenas para você, mesmo que para outras
pessoas, tal fato seja estranho.
Todas
as vezes que tínhamos que tomar algumas decisões, Eduardo fazia encenações e me
deixava com os nervos á flor da pele,tomada
decisão e tudo dando certo, o mérito era dele e não se tocava mais no assunto.
Depois roncava a noite toda, enquanto eu
andava pela casa sem conseguir dormir.
Mas,
mesmo assim, quando tudo voltava ao normal, ele se mostrava uma criatura dócil,
carinhosa e meiga, as vezes gostava das brincadeiras
que ele fazia mediante quaisquer situações.
Mesmo
assim, eu,
ia me tornando cada vez mais triste, deprimida e insegura, e meu terapeuta
nunca chegava a uma conclusão.
Eu
jamais cogitava reclamar do comportamento de Eduardo com ninguém, pois no ciclo
de amizades, ele era extremamente compreensivo e sedutor.
Apenas
eu, conhecia o lado cruel, e mais ninguém, que com o passar do tempo era pior.
Cansei
de ouvir ele me dizer para ir embora de casa, que ele colocaria a casa em
ordem, dizendo tudo estar bagunçado, inclusive finanças.
Muitas
vezes ficávamos dias arquitetando um plano, uma casa, um terreno ou coisa
assim, púnhamos o plano em andamento, e eu feliz esperando realizar mais um
sonho, de repente ele chegara do trabalho, e me dizia, que não ia fazer coisa
alguma.