Eu, com dezessete anos, ainda morando com minha família em Botucatu, quando havia
terminado o Ensino Médio e cursava uma faculdade de nutrição á noite.
Botucatu,
uma linda cidade situada no sudeste do Brasil,
e está apenas á duzentos e vinte quatro
quilômetros de São Paulo ,capital .
A
população gira em torno, de cento e quarenta mil habitantes, em uma área de mil
e quinhentos quilômetros.
Assim
situada, em um planalto de oitocentos e quatro
metros de altura.
A
região tem clima úmido-subtropical, com invernos secos e verões quentes.
Durante o inverno,
a temperatura raramente cai para muito
baixa.
Durante a maior parte do ano, principalmente à
noite, uma brisa soprando sobre o planalto paulista, de onde Botucatu se eleva
a cerca de duzentos metros, esfriando a cidade e os arrebóis.
A
maior empresa de Botucatu é a UNESP, uma das três universidades estaduais de
São Paulo.
Em
particular, a cidade tem dois campi, um centrado nas ciências biomédicas,
incluindo uma escola de medicina,
Botucatu
deriva do
nome tupi que
significa "bom vento“
Um
nome bonito e muito romântico.
E com
dezessete anos, a vida parece fluir como água vertente e cristalina nascida
numa ladeira, debruçando firme ,mas inconstante, numa corredeira em direção ao
o mar.
Uma
vida simples me permitira talvez, incorporar em mim tudo que fora mais
verdadeiro, quando me centralizava entre os sonhos mais lindos, as esperanças
dentre frêmitos poéticos da música, da poesia, em um coração vestido de um
romantismo suave.
Alvares
de Azevedo, era o meu preferido, na época, embora a segunda geração pesasse
tanto, falando de morte, das virgens idealizadas, e também um pouco de deboche,
talvez fosse para contrabalancear.
Botucatu
também era chamada de
estância das pedras,
pela predominância de pedras decorativas
nessa cidade.
Morávamos
numa casa bem grande e espaçosa ,mas
nos mudamos, porque
meu pai deixou de trabalhar com a pequena indústria doce de leite
e queijos, para se dedicar aos produtos hortifrúti.
Tínhamos uma
pequena quitanda, onde
meu pai vendia os produtos que colhia,
de um terreno vago,
onde ele formara sua horta, perto de nossa casa.
Eu os
ajudava na venda, enquanto meu irmão e minha irmã, selecionavam as
frutas,verduras e legumes, higienizavam
para porem á venda.
Um
clima bastante saudável, nos punha em perfeita saúde,
e á noite ventava um pouco deixando,
mesmo no verão, um clima mais ameno.
Eu
havia conhecido Eduardo,
numa festa na casa de uma amiga minha, e
já namorávamos há quase um ano.
Um
namoro com muitas
brigas, mas depois tudo voltava á calmaria.
Ele
havia feito biomédicas e trabalhava num laboratório em São Paulo, mas todos os
finais de semana ele vinha para a casa dos pais.
Então
ficávamos juntos ,
enquanto eu era dispensada da quitanda para lhe
dar atenção.
Valíamos
dos finais de semana na bonita cidade.
E
juntos sempre visitávamos
lindos lugares tais como:
Gigante
Deitado, Bairro Demétrio, Museu do Café ali perto,
Catedral
Sant'Ana, Mirante
das Três Pedras e outros muito mais maravilhosos lugares, que todo final de
semana curtíamos alegres.
Minha
irmã havia casado naquele ano, com um bancário de São Paulo chamado Evaristo, e
meu irmão namorava uma garota dali do bairro mesmo, muito educada e prestativa
que se chamava Mariela.
Enquanto,
nos finais de semana nos dedicávamos um ao
outro eu e Eduardo
e sentíamos cada vez mais a paixão
crescer entre nós.