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domingo, 26 de abril de 2015

FRAGMENTO DO LIVRO_ÚLTIMA PALAVRA


Eu, com dezessete anos, ainda morando com minha família em Botucatu, quando havia terminado o Ensino Médio e cursava uma faculdade de nutrição á noite.
Botucatu, uma linda cidade situada no sudeste do Brasil, e está apenas á duzentos e vinte quatro quilômetros de São Paulo ,capital .
 A população gira em torno, de cento e quarenta mil habitantes, em uma área de mil e quinhentos quilômetros.
 Assim situada, em um planalto de oitocentos e quatro metros de altura.
A região tem clima úmido-subtropical, com invernos secos e verões quentes.
 Durante o inverno, a temperatura raramente cai para muito baixa.
 Durante a maior parte do ano, principalmente à noite, uma brisa soprando sobre o planalto paulista, de onde Botucatu se eleva a cerca de duzentos metros, esfriando a cidade e os arrebóis.
A maior empresa de Botucatu é a UNESP, uma das três universidades estaduais de São Paulo.
 Em particular, a cidade tem dois campi, um centrado nas ciências biomédicas, incluindo uma escola de medicina,
Botucatu deriva do nome tupi que significa "bom vento“
Um nome bonito e muito romântico.
E com dezessete anos, a vida parece fluir como água vertente e cristalina nascida numa ladeira, debruçando firme ,mas inconstante, numa corredeira em direção ao o mar.
Uma vida simples me permitira talvez, incorporar em mim tudo que fora mais verdadeiro, quando me centralizava entre os sonhos mais lindos, as esperanças dentre frêmitos poéticos da música, da poesia, em um coração vestido de um romantismo suave.
Alvares de Azevedo, era o meu preferido, na época, embora a segunda geração pesasse tanto, falando de morte, das virgens idealizadas, e também um pouco de deboche, talvez fosse para contrabalancear.
Botucatu também era  chamada de estância das pedras, pela predominância de pedras decorativas nessa cidade.
Morávamos numa casa bem grande e espaçosa ,mas nos mudamos, porque meu pai deixou de trabalhar com a pequena indústria doce de leite e queijos, para se dedicar aos produtos hortifrúti.
Tínhamos uma pequena quitanda, onde meu pai vendia os produtos que colhia, de um terreno vago, onde ele formara sua horta, perto de nossa casa.
Eu os ajudava na venda, enquanto meu irmão e minha irmã, selecionavam as frutas,verduras e legumes, higienizavam para porem á venda.
Um clima bastante saudável, nos punha em perfeita saúde, e á noite ventava um pouco deixando, mesmo no verão, um clima mais ameno.
Eu havia conhecido Eduardo, numa festa na casa de uma amiga minha, e já namorávamos há quase um ano.
Um namoro com muitas brigas, mas depois tudo voltava á calmaria.
Ele havia feito biomédicas e trabalhava num laboratório em São Paulo, mas todos os finais de semana ele vinha para a casa dos pais.
Então ficávamos juntos , enquanto eu era dispensada da quitanda para lhe dar atenção.
Valíamos dos finais de semana na bonita cidade.
E juntos sempre visitávamos lindos lugares tais como:
Gigante Deitado, Bairro Demétrio, Museu do Café ali perto,
Catedral Sant'Ana, Mirante das Três Pedras e outros muito mais maravilhosos lugares, que todo final de semana curtíamos alegres.
Minha irmã havia casado naquele ano, com um bancário de São Paulo chamado Evaristo, e meu irmão namorava uma garota dali do bairro mesmo, muito educada e prestativa que se chamava Mariela.
Enquanto, nos finais de semana nos dedicávamos um ao outro eu e Eduardo e sentíamos cada vez mais a paixão crescer entre nós.