Também ficara imaginando o quanto há invalidação em Educação,
principalmente nas Escolas Públicas, onde aplicamos nossos impostos, para uma
educação rasa e desqualificada.
Mesmo porque, a educação, palavra
ambígua ,que
deixara
há muito tempo de ser flexionada e nossas crianças apenas conhecem direitos,
porém jamais exercem deveres.
Entre esses direitos, está o
direito de ser ensinada, e jamais se esforçar para aprender.
Então num jogo de invalidações,
invalidam educadores, mesmo porque, estes
estão há muito tentando atrair a atenção de suas crianças, mas á medida que o
tempo passa,vamos ficando mais invisíveis.
O intento é que um dia, a máquina
substitua o ser humano,
em
muitas coisas e passe a invalidar os seres em massa, porém o calor humano, para
quem consegui-lo manter, certamente será insubstituível.
Raul meu namorado trabalhava num
banco, ele era tão mimado pelas amigas ,quanto
aquelas
crianças.
Seletivo, exigente e acima de tudo
um invalidador,
que
me deixava sempre constrangida com suas invalidações.
Eu estava sempre na mira de seu mau
humor,
e
atrás deste uma fila de defeitos que, a cada dia engrossava mais.
Ás vezes eu sentira vontade de
conversar com alguém,
que
pudesse me entender, então me trancara em meu quarto e ficava em silêncio
conversando comigo mesma.
Pois eu soubera, que a cada dia que
se passara eu me transformara numa pessoa diferente e para que essa
transformação não me fosse maléfica,eu
me procurara e me acalentara a alma, dizendo a mim mesma, sobre meus valores
que tentaram apagar de todas as formas, mas eles existiam e estavam cada vez
mais evidentes.
Eu e Raul nos encontrávamos nos
finais de semana, pois durante a semana ele andava cansado e eu também.
O Raul gostava de enfatizar meus
defeitos, o jeito como eu falava, as palavras que eu usava enfim, para ele,eu
era um poço de defeitos.
Eu o achava superficial,voltado á
aparência sempre, mas nunca lhe dissera nada.
Uma vez ele estava indo comigo para
casa e sem querer bateu com a ponta do dedo no muro, ele esbravejou tanto ,que
fiquei com vontade sair correndo e nunca mais ver a cara dele.
Mas, quando tudo voltava ao
normal,eu entendia que ele era um bom partido para mim, apesar de sua
antipatia.
A namorada do irmão dele, vivia
rindo de minha maneira de me vestir, ironizando o jeito de minha mãe, e eu
também me mantinha calada, sempre achando que eu precisara ser como ela.
Uma vez o Raul me disse justamente
isso.
A Diana cativa as pessoas, ela é
diferente, você precisava ser igual a ela.
Á medida que o tempo passava,
depois que comecei a namorar o Raul, diminuíra meu amor próprio de maneira tal,
que quase nem me reconhecera.
Na verdade,eu precisaria de uma
ajuda psicológica para me entender,me amar o suficiente, porque eu apenas
supunha amar o Raul, mas na verdade ,eu o detestava.
Mas pela minha família,eu estava
predestinada a me casar com ele.
O tempo arrastara aos poucos e eu
fora me adaptando ás maneiras dele, e ás estupidez da namorada do irmão dele.
Por mais que tentasse me adequar,
fora humanamente impossível, advínhamos de vertentes diferentes.
Não nossos posteriores consanguíneos, mas sim, espirituais.