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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

FRAGMENTO DO LIVRO_INVALIDADORES


Também ficara imaginando o quanto há invalidação em Educação, principalmente nas Escolas Públicas, onde aplicamos nossos impostos, para uma educação rasa e desqualificada.
Mesmo porque, a educação, palavra ambígua ,que deixara há muito tempo de ser flexionada e nossas crianças apenas conhecem direitos, porém jamais exercem deveres.
Entre esses direitos, está o direito de ser ensinada, e jamais se esforçar para aprender.
Então num jogo de invalidações, invalidam educadores, mesmo porque, estes estão há muito tentando atrair a atenção de suas crianças, mas á medida que o tempo passa,vamos ficando mais invisíveis.
O intento é que um dia, a máquina substitua o ser humano, em muitas coisas e passe a invalidar os seres em massa, porém o calor humano, para quem consegui-lo manter, certamente será insubstituível.
Raul meu namorado trabalhava num banco, ele era tão mimado pelas amigas ,quanto aquelas crianças.
Seletivo, exigente e acima de tudo um invalidador, que me deixava sempre constrangida com suas invalidações.
Eu estava sempre na mira de seu mau humor, e atrás deste uma fila de defeitos que, a cada dia engrossava mais.
Ás vezes eu sentira vontade de conversar com alguém, que pudesse me entender, então me trancara em meu quarto e ficava em silêncio conversando comigo mesma.
Pois eu soubera, que a cada dia que se passara eu me transformara numa pessoa diferente e para que essa transformação não me fosse maléfica,eu  me procurara e me acalentara a alma, dizendo a mim mesma, sobre meus valores que tentaram apagar de todas as formas, mas eles existiam e estavam cada vez mais evidentes.
Eu e Raul nos encontrávamos nos finais de semana, pois durante a semana ele andava cansado e eu também.
O Raul gostava de enfatizar meus defeitos, o jeito como eu falava, as palavras que eu usava enfim, para ele,eu era um poço de defeitos.
Eu o achava superficial,voltado á aparência sempre, mas nunca lhe dissera nada.
Uma vez ele estava indo comigo para casa e sem querer bateu com a ponta do dedo no muro, ele esbravejou tanto ,que fiquei com vontade sair correndo e nunca mais ver a cara dele.
Mas, quando tudo voltava ao normal,eu entendia que ele era um bom partido para mim, apesar de sua antipatia.
A namorada do irmão dele, vivia rindo de minha maneira de me vestir, ironizando o jeito de minha mãe, e eu também me mantinha calada, sempre achando que eu precisara ser como ela.
Uma vez o Raul me disse justamente isso.
A Diana cativa as pessoas, ela é diferente, você precisava ser igual a ela.
Á medida que o tempo passava, depois que comecei a namorar o Raul, diminuíra meu amor próprio de maneira tal, que quase nem me reconhecera.
Na verdade,eu precisaria de uma ajuda psicológica para me entender,me amar o suficiente, porque eu apenas supunha amar o Raul, mas na verdade ,eu o detestava.
Mas pela minha família,eu estava predestinada a me casar com ele.
O tempo arrastara aos poucos e eu fora me adaptando ás maneiras dele, e ás estupidez da namorada do irmão dele.
Por mais que tentasse me adequar, fora humanamente impossível, advínhamos de vertentes diferentes.
Não nossos posteriores consanguíneos, mas sim, espirituais.