Uma
sensação incrível perpassara meu coração, quando eu deixara ele caminhar na
frente.
Quando
sem nenhum constrangimento, eu permitira o sol do entardecer perpassar seus
raios ante minha constituição, penetrando nas minhas janelas, que se abriram
para tua representação completada.
Coração
de trovadora amadora, tão arredio e difícil de conduzir, portanto quem o
conhecera, desde sempre fora eu,que sofrera todos os atrevimentos impostos por
este, mesmo assim, jamais colocaria outro no lugar.
Querido
coração que me eleva e sustenta, que me equilibra e também me exalta, porém
exaltando logo entra em cancelamento, largando-me com toda culpa do mundo nas
mãos.
Coração
que brincara comigo,que me advertira seriamente, que me conduzira por onde ele
bem quisera sempre.
Embora
a razão castradora tentara intervir concomitantemente, mas meu coração, deixara
a razão sem razão e sempre.
A
querido coração, que portando,
numa sensibilidade incrível me eliminara em
acanhamento ante o mundo, mas que em meus momentos de solitude,coloca o mundo
em minhas mãos, e acalma
e alivia.
Uma
sensação de que eu fora sentir saudade, onde quer que esteja,pois
este me arrastara tantas vezes para os mesmos lugares simultaneamente, que nem
sequer entendera, que ainda não fora a consciência leve de quem voltara para
casa, mas sim, um indivíduo que sente necessidades, que chora ,que ri,pois que
a sentimentalidade , permanecera sempre estacionada em minha porta.
Tivera
este o atrevimento de me carregar por lugares visitando primaveras temporâneas
e verões gélidos.
Quando
este desfecha as sístoles, diante de uma circunstância, pondo me arrebatada,
sem sequer conseguir me nortear, mas aos poucos,eu o sinto contraindo, e
retrocedendo para mim,numa atitude quase pueril.
Coração
secular, que atravessara todos os desertos predestinados pela vida, que vencera
as mais persistes guerreias,
e fora lapidando uma configuração única
de amar.
Assim,
como eu vivera, todos os momentos mantida pelas tuas golpeadas fortes e
guerreiras, assim também,
te mantivera
em primeiro lugar,
dentre o que me permeia a vida, e tudo
que determinares, me será de bom grado.
Coração
que carrega um pouco de tudo em si, portanto jamais permitira, que um
sentimento adverso, adentrasse pelas tuas penetras, resguardando me, contra
tais prejuízos para sempre.
Então,
tal coração permanecerá, juntamente com o que abandonarei, entre minhas
palavras e caráteres também.
Jamais
meu coração, me delegara perfeição, portanto, jamais me resguardara, erráramos
juntos, e continuaremos errando, quando o verdadeiro intento, sempre fora o
acerto, sempre fora o amor.
Mas o
amor, contunde,aniquila,pois que preterida fora eu, quando supusera ser o amor,
uma forma livre, de viver entre as nuvens alvejadas, da compreensão, da verdade
intensa e infinita.
Fora
o amor que me carregara vida afora, compondo meus solitários dias entre as
multidões, que confrontam em gestos e palavras, mas me abraçaram com a palavra
amor.
Mesmo que este passara longe de quaisquer
corações, porém coração alvissareiro, tentara sempre me conduzir, então
enquanto eu crera, uma conotação contrária dissipara a minha esperança.
Mas o
amor constitui numa receita infalível, onde a felicidade é ingrediente.