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sábado, 8 de novembro de 2014

INGREDIENTE_PROSA DO LIVRO INTERNALIZANDO


Uma sensação incrível perpassara meu coração, quando eu deixara ele caminhar na frente.
Quando sem nenhum constrangimento, eu permitira o sol do entardecer perpassar seus raios ante minha constituição, penetrando nas minhas janelas, que se abriram para tua representação completada.
 Coração de trovadora amadora, tão arredio e difícil de conduzir, portanto quem o conhecera, desde sempre fora eu,que sofrera todos os atrevimentos impostos por este, mesmo assim, jamais colocaria outro no lugar.
Querido coração que me eleva e sustenta, que me equilibra e também me exalta, porém exaltando logo entra em cancelamento, largando-me com toda culpa do mundo nas mãos.
Coração que brincara comigo,que me advertira seriamente, que me conduzira por onde ele bem quisera sempre.
Embora a razão castradora tentara intervir concomitantemente, mas meu coração, deixara a razão sem razão e sempre.
A querido coração, que portando, numa sensibilidade incrível me eliminara em acanhamento ante o mundo, mas que em meus momentos de solitude,coloca o mundo em minhas mãos, e acalma e alivia.
Uma sensação de que eu fora sentir saudade, onde quer que esteja,pois este me arrastara tantas vezes para os mesmos lugares simultaneamente, que nem sequer entendera, que ainda não fora a consciência leve de quem voltara para casa, mas sim, um indivíduo que sente necessidades, que chora ,que ri,pois que a sentimentalidade , permanecera sempre estacionada em minha porta.
Tivera este o atrevimento de me carregar por lugares visitando primaveras temporâneas e verões gélidos.
Quando este desfecha as sístoles, diante de uma circunstância, pondo me arrebatada, sem sequer conseguir me nortear, mas aos poucos,eu o sinto contraindo, e retrocedendo para mim,numa atitude quase pueril.
Coração secular, que atravessara todos os desertos predestinados pela vida, que vencera as mais persistes guerreias, e fora lapidando uma configuração única de amar.
Assim, como eu vivera, todos os momentos mantida pelas tuas golpeadas fortes e guerreiras, assim também, te mantivera em primeiro lugar, dentre o que me permeia a vida, e tudo que determinares, me será de bom grado.
Coração que carrega um pouco de tudo em si, portanto jamais permitira, que um sentimento adverso, adentrasse pelas tuas penetras, resguardando me, contra tais prejuízos para sempre.
Então, tal coração permanecerá, juntamente com o que abandonarei, entre minhas palavras e caráteres também.
Jamais meu coração, me delegara perfeição, portanto, jamais me resguardara, erráramos juntos, e continuaremos errando, quando o verdadeiro intento, sempre fora o acerto, sempre fora o amor.
Mas o amor, contunde,aniquila,pois que preterida fora eu, quando supusera ser o amor, uma forma livre, de viver entre as nuvens alvejadas, da compreensão, da verdade intensa e infinita.
Fora o amor que me carregara vida afora, compondo meus solitários dias entre as multidões, que confrontam em gestos e palavras, mas me abraçaram com a palavra amor.
 Mesmo que este passara longe de quaisquer corações, porém coração alvissareiro, tentara sempre me conduzir, então enquanto eu crera, uma conotação contrária dissipara a minha esperança.
Mas o amor constitui numa receita infalível, onde a felicidade é ingrediente.