Marcadores

domingo, 15 de junho de 2014

FRAGMENTO DO LIVRO_AMOR ETERNO


Ele Eduardo e eu Gilda, ele a praticidade da razão, e eu a emoção do amor.
Constituindo amor eterno ,dentre meu ser, fora aos poucos me envolvendo em sua teia, aparecendo e sumindo como de praxe, a uma personalidade levemente narcísica, que precisara provar uma reconquista em cada volta,me invalidando sutilmente como uma mulher fácil.
Eu jamais entendera esse lado tétrico, mas preferira ficar com meu lado doce, que enfatizara tanta coisa semelhante a doçura .
Assim, quando percebera, nossas visões, já haviam cruzado o mesmo horizonte, o mesmo entardecer ocre e esperançoso.
Minhas sensações deixavam meu corpo mais leve, e mesmo mediante tanto labor, sentira uma suavidade me envolvendo no final de cada dia, substituindo o cansaço. Eu apenas, quisera estar vivenciando todo esse noticioso, sem sequer me dar conta, de que apenas eu houvera me afastado da busca, mas Eduardo continuara incansável, esmiuçando as mesmas palavras, por noites ,que esticavam madrugadas adentro.
Eduardo, percebera eu,que não vira nada de interessante em mim, mas me tratava regularmente bem.
E para uma sonhadora como eu,que viera de muitas triangulações,sempre,ou qualquer emoção era válida naquele momento, pois já o houvera desvendado sabendo seus defeitos, assim como ele soubera dos meus, e de vez em quando tivera a delicadeza de me lembrar.
Eduardo vinha de um mundo machista, onde um homem para uma mulher soara como um prêmio.
Contudo, mesmo assim, naquela época, não entendendo nada de personalidades narcísicas, eu houvera feito dez anos de psicanálise, achando que minha cabeça estaria zerada e que houvera me conhecido mais.
Muito pelo contrário, percebera bem mais tarde, pois minha terapia, nada acrescentara nesse sentido.
Apenas, constatara portar grande ansiedade, oscilando com desânimo, muito sono, oscilando com insônia, sintomas, que se agravavam á medida que o tempo passava.
Após a separação, achara que tudo melhoraria.
Mas atualmente descobrira, que os narcisistas colocam um tipo de chip emocional numa parte do cérebro, e isso perdurara a vida inteira.
Pois bem,saindo de meu ostracismo sentimental, sentira que houvera encontrado meu grande amor, o Eduardo.
Logo no início, fora uma maravilha, ele me tratara como uma lady, até pressentir que eu estivera apaixonada por ele.
Aí ele começara suas triangulações aparecendo e sumindo como é de praxe a uma personalidade narcísica, mas eu era leiga nesse assunto, e me vira meio que transtornada com isso.
Pois tinha problemas com afastamento de familiares depois de minha separação, onde vez ou outra, uma frase, um telefonema, soara sempre com o intento de me invalidar.
O sentimento de culpa, e a ansiedade, fizeram com que eu me condenasse a doenças incuráveis.
Sentira me só, mediante muitos dedos apontando para mim, hoje entendo que no centro estava um narcisista perverso, ou mais ,e os macacos voadores fechando o cerco.