Ele
Eduardo e eu Gilda, ele a praticidade da razão, e eu a emoção do amor.
Constituindo
amor eterno ,dentre meu ser, fora aos poucos me envolvendo em sua teia,
aparecendo e sumindo como de praxe, a uma personalidade levemente narcísica,
que precisara provar uma reconquista em cada volta,me invalidando sutilmente
como uma mulher fácil.
Eu
jamais entendera esse lado tétrico, mas preferira ficar com meu lado doce, que
enfatizara tanta coisa semelhante a doçura .
Assim,
quando percebera, nossas visões, já haviam cruzado o mesmo horizonte, o mesmo
entardecer ocre e esperançoso.
Minhas
sensações deixavam meu corpo mais leve, e mesmo mediante tanto labor, sentira
uma suavidade me envolvendo no final de cada dia, substituindo o cansaço. Eu
apenas, quisera estar vivenciando todo esse noticioso, sem sequer me dar conta,
de que apenas eu houvera me afastado da busca, mas Eduardo continuara
incansável, esmiuçando as mesmas palavras, por noites ,que esticavam madrugadas
adentro.
Eduardo,
percebera eu,que não vira nada de interessante em mim, mas me tratava
regularmente bem.
E
para uma sonhadora como eu,que viera de muitas triangulações,sempre,ou qualquer
emoção era válida naquele momento, pois já o houvera desvendado sabendo seus
defeitos, assim como ele soubera dos meus, e de vez em quando tivera a
delicadeza de me lembrar.
Eduardo
vinha de um mundo machista, onde um homem para uma mulher soara como um prêmio.
Contudo, mesmo assim, naquela época, não
entendendo nada de personalidades narcísicas, eu houvera feito dez anos de
psicanálise, achando que minha cabeça estaria zerada e que houvera me conhecido
mais.
Muito
pelo contrário, percebera bem mais tarde, pois minha terapia, nada acrescentara
nesse sentido.
Apenas,
constatara portar grande ansiedade,
oscilando com desânimo, muito sono,
oscilando com insônia, sintomas,
que se agravavam á medida que o tempo passava.
Após
a separação, achara que tudo melhoraria.
Mas
atualmente descobrira,
que os narcisistas colocam um tipo
de chip emocional numa parte do cérebro,
e isso perdurara a vida inteira.
Pois
bem,saindo de meu ostracismo sentimental, sentira que houvera encontrado meu
grande amor, o Eduardo.
Logo
no início, fora uma maravilha, ele me tratara como uma lady, até pressentir que
eu estivera apaixonada por ele.
Aí
ele começara suas triangulações aparecendo e sumindo como é de praxe a uma
personalidade narcísica, mas eu era leiga nesse assunto, e me vira meio que
transtornada com isso.
Pois
tinha problemas com afastamento de familiares depois de minha separação, onde
vez ou outra, uma frase, um telefonema, soara sempre com o intento de me
invalidar.
O
sentimento de culpa,
e a ansiedade,
fizeram com que eu me condenasse a
doenças incuráveis.
Sentira
me só, mediante
muitos dedos apontando para mim, hoje entendo que no centro estava um
narcisista perverso, ou mais ,e os macacos voadores fechando o cerco.