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terça-feira, 30 de julho de 2013

FRAGMENTO DO LIVRO_VOZ DE TROVÃO.


Jamais mensurara, quanto tempo passara ali, pois o tempo não me parecera linear, nenhuma dúvida do que presentira,levara de volta comigo,quando tudo se fizera tão claro, evidente como as estrelas que ilustram uma beleza inigualável no firmamento.
Eu estivera ali, para entender o desentendimentos, e me inteirar do inexplicável, sentira que mesmo estando, numa situação de deflúvio contra os céus, houveram meus sentidos, saltado para um entendimento imenso, quando jamais minhas fraquezas representariam algo naquele instante, naquele momento mágico e tão real.
Somos tão apegados á nossa sapiência terrena,porém,bastara eu estar vivendo uma experiência quase morte, numa situação que me causara constrangimentos, mesmo assim, já tivera saltado de um ser normal, para um ser que lê pensamentos, consegue entender tudo e prever também.
E o fato de Rafaela vir me receber, depois de me considerar sozinha na vida após sua partida, fora extinto momentaneamente e sem que ela precisasse me dizer, entendera que ela estivera ao meu lado, muito mais presente, todos os dias.
Eu, silenciosamente conversara o tempo todo com ela, foram tantos esclarecimentos, que nenhuma imprecisão mais me restara, nenhum receio de consternação, poderia mais me afrontar, pois somos passíveis de expiações, enquanto neste plano.
Porém, à medida que vamos tomando ciência de que, são as pedras do caminho, que nos fortalecem para que jamais tropecemos em terra fofa.
São os dias de angústia que validam tanto os dias de felicidade, são os invernos que preparam as mais lindas primaveras.
Quando eu recobrara a consciência, me vira no quarto, junto de uma enfermeira, que me socorrera no dia do incidente, ela  me perguntara se eu estava bem enquanto trocava o soro.
Lembrara dela me socorrendo quando sem nenhum sinal vital, também contemplando suicídio, enquanto outras pessoas criticavam.
E eu ali do lado de meu corpo, em pé, olhando tudo, sentindo tudo, sentira o que ela estava sentindo.
Então, depois da consciência recobrada nesse dia, eu segurara sua mão, e dissera a ela que precisáramos conversar.
Ela me olhou surpresa,eu disse que havia lido seu pensamento no dia do incidente enquanto ela me socorria.
Ela meu olhou assustada e me disse:
Como assim?
Você estava inconsciente!
Eu disse a ela que estivera o tempo todo em pé do lado de meu corpo,eu comecei a relatar todos os fatos daquele dia, ela foi ficando cada vez mais espantada, e eu disse que não era para ficar assustada, mas que tirasse a ideia de suicídio da cabeça.
Eu disse a ela quem foi o médico que me fez a lavagem estomacal e que eu fora dada como morta .
Ela chamou outras pessoas que estiveram ali no quarto e que eu narrara ter visto, e eles ficaram espantados, porém alguns médicos e enfermeiras já ouviram relatos idênticos de outros pacientes.
Alguns cientistas também tentam explicar o fenômeno a partir da hipóxia, estado de baixo teor de oxigênio nos tecidos orgânicos.
Ausência de oxigênio,pode gerar algumas das características das experiências quase-morte.
 Portanto, na visão do neurologista, a hipóxia causa alterações assustadoras e situações de terror e medo nos indivíduos. 
"Totalmente diferente da sensação de paz registrada pela grande maioria das pessoas que passaram por EQMs", relata então.