Jamais
mensurara, quanto tempo passara ali, pois o tempo não me parecera linear,
nenhuma dúvida do que presentira,levara de volta comigo,quando tudo se fizera
tão claro, evidente como as estrelas que ilustram uma beleza inigualável no
firmamento.
Eu
estivera ali, para entender o desentendimentos, e me inteirar do inexplicável,
sentira que mesmo estando, numa situação de deflúvio contra os céus, houveram
meus sentidos, saltado para um entendimento imenso, quando jamais minhas
fraquezas representariam algo naquele instante, naquele momento mágico e tão
real.
Somos
tão apegados á nossa sapiência terrena,porém,bastara eu estar vivendo uma
experiência quase morte, numa situação que me causara constrangimentos, mesmo
assim, já tivera saltado de um ser normal, para um ser que lê pensamentos,
consegue entender tudo e prever também.
E o
fato de Rafaela vir me receber, depois de me considerar sozinha na vida após sua partida, fora extinto momentaneamente e sem que ela precisasse me dizer,
entendera que ela estivera ao meu lado, muito mais presente, todos os dias.
Eu,
silenciosamente conversara o tempo todo com ela, foram tantos esclarecimentos,
que nenhuma imprecisão mais me restara, nenhum receio de consternação, poderia
mais me afrontar, pois somos passíveis de expiações, enquanto neste plano.
Porém,
à medida que vamos tomando ciência de que, são as pedras do caminho, que nos
fortalecem para que jamais tropecemos em terra fofa.
São
os dias de angústia que validam tanto os dias de felicidade, são os invernos
que preparam as mais lindas primaveras.
Quando
eu recobrara a consciência, me vira no quarto, junto de uma enfermeira, que me
socorrera no dia do incidente, ela me
perguntara se eu estava bem enquanto trocava o soro.
Lembrara
dela me socorrendo quando sem nenhum sinal vital, também contemplando suicídio,
enquanto outras pessoas criticavam.
E eu ali do lado de meu corpo, em pé,
olhando tudo, sentindo tudo, sentira o que ela estava sentindo.
Então,
depois da consciência recobrada nesse dia, eu segurara sua mão, e dissera a ela
que precisáramos conversar.
Ela
me olhou surpresa,eu disse que havia lido seu pensamento no dia do incidente
enquanto ela me socorria.
Ela
meu olhou assustada e me disse:
Como
assim?
Você
estava inconsciente!
Eu
disse a ela que estivera o tempo todo em pé do lado de meu corpo,eu comecei a
relatar todos os fatos daquele dia, ela foi ficando cada vez mais espantada, e
eu disse que não era para ficar assustada, mas que tirasse a ideia de suicídio
da cabeça.
Eu
disse a ela quem foi o médico que me fez a lavagem estomacal e que eu fora dada
como morta .
Ela
chamou outras pessoas que estiveram ali no quarto e que eu narrara ter visto, e
eles ficaram espantados, porém alguns médicos e enfermeiras já ouviram relatos
idênticos de outros pacientes.
Alguns
cientistas também tentam explicar o fenômeno a partir da hipóxia, estado de
baixo teor de oxigênio nos tecidos orgânicos.
Ausência de oxigênio,pode gerar
algumas das características das experiências quase-morte.
Portanto, na visão do
neurologista, a hipóxia causa alterações assustadoras e situações de terror e
medo nos indivíduos.
"Totalmente diferente da sensação de paz registrada pela grande maioria das pessoas que passaram por EQMs", relata então.
"Totalmente diferente da sensação de paz registrada pela grande maioria das pessoas que passaram por EQMs", relata então.