Quando
via as pessoas se desejarem felicidades, mediante as festas de aniversários, que quando depois de casada passara a frequentar, sempre me vinha no pensamento
qualquer coisa como uma incógnita constante, essa maneira das pessoas acharem a
felicidade tão distante assim.
Sempre
vi a felicidade de um jeito tão segmentado porém completo, como os átomos de
nossas constituições, em que todos precisam de todos, para formarem um todo.
A
felicidade para mim,jamais se restringiu a um fato isolado, portanto, nunca
negligenciei o fato de ser feliz, por não ter uma família normal no orfanato, antes que me
casasse com Marcos, pois eu tinha a mim e uma infinidade de pessoas e coisas
que me proporcionavam uma vida feliz.
Imaginava
que estando feliz, encontraria meus complementos mediante a vida, em seu tempo,
sua hora.
Jamais
me apavorei com o fato de quando
adolescente, não conseguir me apaixonar por ninguém, isso também chegou em
minha vida, na idade certa e na hora certa, até porque se me apaixonasse antes,
poderia não ser a pessoa certa para mim,assim como eu,não ser a pessoa certa
para ele.
Janaína
havia me comunicado que estava grávida e que havia se casado com o Eduardo sem
festas, apenas numa cerimônia familiar.
Antes que meu bebê nascesse, fiz-lhe uma
última visita, e á noite voltei com o Marcos em sua casa levando um fogão que
havíamos prometido.
Os dois estavam felizes,eu notara.Mais uma semana se passou, e numa manhã sentindo dores, fomos á maternidade, chegara o momento de nosso João nascer.
A
enfermeira me examinou, e me disse que eu já entrara em trabalho de parto e me
levando para a sala de cirurgias disse, que talvez eu precisasse de uma
cesariana.
Eu
havia pensado o tempo inteiro que meu bebê pudesse nascer de parto normal, mas
tudo bem, o médico que fizera meu pré-natal, também fizera minha cesariana, e
quando ouvi o choro forte de João,
agradeci a Deus.
Quando
colocaram João sobre meu peito perguntei se ele era perfeito.
Perfeitíssimo!
Respondeu
a enfermeira levando-o para o berçário.
Quando voltei ao quarto ainda meio zonza,
o Marcos me esperava emocionado com flores enfeitando a mesa.
Ele
já tinha visto o nosso filho, agora éramos uma família completa e feliz, e
Janaína chegara trazendo um presente para o bebê e uma caixa de bombom para
mim,ela me abraçou, e eu senti, pela primeira vez, como se ela fosse
alguém mais do que amiga.
Estava
no segundo mês de gravidez, e ainda não aparecia nada, ela parecia feliz e
irradiante naquele dia, me dizendo que já fora no berçário para ver o João, e
que ele estava todo de amarelo e lindo.
Ela segurara minha mão por longo tempo, sentimos as duas uma emoção enorme, mas fomos interrompidas .
A porta se abrindo e a enfermeira trazendo nosso bebê no colo, era a primeira refeição de João.
Ela segurara minha mão por longo tempo, sentimos as duas uma emoção enorme, mas fomos interrompidas .
A porta se abrindo e a enfermeira trazendo nosso bebê no colo, era a primeira refeição de João.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha