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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

FRAGMENTO DO ROMANCE_ETERNA POSSIBILIDADE

Quando via as pessoas se desejarem felicidades, mediante as festas de aniversários, que quando depois de casada passara a frequentar, sempre me vinha no pensamento qualquer coisa como uma incógnita constante, essa maneira das pessoas acharem a felicidade tão distante assim.
Sempre vi a felicidade de um jeito tão segmentado porém completo, como os átomos de nossas constituições, em que todos precisam de todos, para formarem um todo.
A felicidade para mim,jamais se restringiu a um fato isolado, portanto, nunca negligenciei o fato de ser feliz, por não ter uma família normal no orfanato, antes que me casasse com Marcos, pois eu tinha a mim e uma infinidade de pessoas e coisas que me proporcionavam uma vida feliz.
Imaginava que estando feliz, encontraria meus complementos mediante a vida, em seu tempo, sua hora.
Jamais me apavorei com  o fato de quando adolescente, não conseguir me apaixonar por ninguém, isso também chegou em minha vida, na idade certa e na hora certa, até porque se me apaixonasse antes, poderia não ser a pessoa certa para mim,assim como eu,não ser a pessoa certa para ele.
Janaína havia me comunicado que estava grávida e que havia se casado com o Eduardo sem festas, apenas numa cerimônia familiar.
 Antes que meu bebê nascesse, fiz-lhe uma última visita, e á noite voltei com o Marcos em sua casa levando um fogão que havíamos prometido.
Os dois estavam felizes,eu notara.
Mais uma semana se passou, e numa manhã sentindo dores, fomos á maternidade, chegara o momento de nosso João nascer.
A enfermeira me examinou, e me disse que eu já entrara em trabalho de parto e me levando para a sala de cirurgias disse, que talvez eu precisasse de uma cesariana.
Eu havia pensado o tempo inteiro que meu bebê pudesse nascer de parto normal, mas tudo bem, o médico que fizera meu pré-natal, também fizera minha cesariana, e quando ouvi o choro forte de João,  agradeci a Deus.
Quando colocaram João sobre meu peito perguntei se ele era perfeito.
Perfeitíssimo!
Respondeu a enfermeira levando-o para o berçário.
Quando voltei ao quarto ainda meio zonza, o Marcos me esperava emocionado com flores enfeitando a mesa.
Ele já tinha visto o nosso filho, agora éramos uma família completa e feliz, e Janaína chegara trazendo um presente para o bebê e uma caixa de bombom para mim,ela me abraçou, e eu senti, pela primeira vez, como se ela fosse alguém mais do que amiga.
Estava no segundo mês de gravidez, e ainda não aparecia nada, ela parecia feliz e irradiante naquele dia, me dizendo que já fora no berçário para ver o João, e que ele estava todo de amarelo e lindo.
 Ela segurara minha mão por longo tempo, sentimos as duas uma emoção enorme, mas fomos interrompidas .
A porta se abrindo e a enfermeira trazendo nosso bebê no colo, era a primeira refeição de João.

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Izildinha