Ele entrou e conversamos um pouco,
aí
ele começou a me contar de sua vida, na verdade justificando afastamento.
Dissera que
na época houvera
se
envolvido com uma moça do trabalho também, mas que ficaria comigo,não fosse a
mudança...
Disse que se casara, que tivera um
filho com essa moça, mas que dois anos depois se separaram, e ele
nunca mais se casou.
Também me disse que o verdadeiro
amor da vida dele fui eu.
Ouvi tudo com atenção e depois
disse a ele, que
eu não percorrera o mesmo caminho duas vezes, que entre nós estava acabado e
pronto.
O amor de Cláudio,
não havia deixado espaço para mais ninguém, em
meu coração.
Ele ficou bastante irritado e me disse,
que
sempre achou que eu nunca o tivesse esquecido.
Disse que achara muita pretensão da
parte dele.
Também lhe disse para respeitar
minha dor.
Ofereci café e pedi que se
retirasse de minha casa.
Ele saíra,e eu sentira imensa
saudade da proteção de Cláudio.
Agora eu estava fragilizada e
exposta ao mundo, sem a presença dele em minha vida.
Nesse momento sentira nojo de
Damião.
Como uma pessoa pode ser tão
arrogante?
Depois do café, ele se despediu e
disse que não ia mais a São Paulo, porque já havia aposentado e que ele gostava
da vida pacata de Ibitinga, mesmo porque a qualidade de vida era bem melhor.
Falou sobre Ponta Grossa, mas disse
que só se mudaria para lá, caso eu desse uma esperança de podermos viver o
crepúsculo da vida ainda juntos.
Eu dissera:
O entardecer, o crepúsculo da vida,
tão diferentemente das manhãs, mas não deixam de serem interessantes e bonitos,
quando se vive, ou viveu um amor de verdade.
Eu estava em paz, a lembrança de
Cláudio fizera me feliz. Fora uma privilegiada, pois vivera um amor de verdade.
Damião antes de se retirar olhou
para um porta retratos na parede, com fotos de Paris tiradas , quando fomos
para lá.
Depois saiu e chamou o elevador.
Respirara aliviada e voltara para
meu quarto, e tudo ainda falara de Cláudio.
Recostei em minha cama e dormi.
Sonhara com um lugar todo branco eu
caminhando ao lado de Cláudio, que forte e saudável falava muito comigo.
Dissera vivenciar uma paz
estupenda.
E também que Jesus, jamais deixaria
um filho seu, resumido ás dores e ao sofrimento da Terra.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha