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segunda-feira, 5 de março de 2012

CICLOS_PROSA POÉTICA DO LIVRO INTERNALIZANDO


Eu quisera consertar, o velho e antigo caminho contigo, para que em cada tarde, reste um resquício nosso, em nossa memória fotografando nossa imagem verídica, tão verídico nosso amor.
Os teus olhos espelhando uma silhueta, uma montanha, os degraus da escadaria, que nos conduz ao som uníssono da paz.
Enquanto o silêncio arrepiara meu corpo, minha solidão tão companheira,tu novamente regressara, te escondendo no caminho.
Eu ouvira os pássaros, tão esporádicos, nas minhas manhãs, que silenciavam, ante a cantiga em tom cinza dos automotivos.
E tu sequer,me deste um motivo, para me alegrar nestes dias, fechando a tua cortina, fechando a tua janela.
Pensara tu,caminhar á minha frente, porém esquecera algum pertence no meio da estrada, quando o tempo flexiona sabedoria e também entendimento.
Colocara-te num pedestal imenso, como se fora simplesmente me ignorar, mas o amor, simplesmente te enfadara, porém o sentira e sente.
Apagara tu,minha esperança quando num broto verde postado á minha janela, e eu nunca tivera parcimônia, para te ofertar.
Esquecera tuas lágrimas de solidão, teu ciúme infundado que me prendera, por livre e espontânea imposição.
Fora o amor que me prendera,porém,jamais tu,e assim eu seguira um  tempo feliz a teu lado, atendendo teus apelos, ouvindo teu silêncio total.
Eu ouvira tantas historias de amor, as quais eu nunca vivera, porém ouvira e também escrevera, tua voz miúda e silenciosa, economicamente pousara em minha janela, junto de um rosto encantador que estivera então, aprendendo a sorrir.
Ás vezes sinto, que minha história se completará, em um outro lugar, um lugar imaginário, onde oculta os sentimentos mais loucos, contendo ainda páginas em branco.
Os ventos destroçaram nossos trigais, e simplesmente recordara quanto fora maravilhoso o nosso plantio, quando trazias sementes de amor, escondidas nas mãos, quando teus passos eram firmes, quando tuas gentilezas me cativaram tanto.
Assim, simplesmente como o sol, varando um vão, com poeiras e átomos multicores, que quando tocados com a mão, emitem um ilusionismo total.
O teu coração, quem me dera desvendar, quando tão pouco ele diz, mesmo mediante a calada razão, que só abrolha quando teus limites estão excedidos.
E a estrada doravante parece ser a mesma, enquanto aguardo qualquer semelhança entre meu pensamento, minha crença e a realidade.
O teu rosto esgalgado, de menino triste, deixara em mim uma abatida recordação,eu vira em teus motivos, uma franqueza imensa de quem está prestes a fechar um ciclo e abrir outro.

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha