Tal dia fora especial para o meu coração de mãe, e também para Sharid, sempre ouvimos dizer, que depois de imensa tempestade, uma tarde de sol, abraça a tal cercania com um lindo arco íris.
Esse arco íris, nesse momento, alterava minhas desordens, refizera me, de maneira constante e tão intensa, que vivenciara nesse momento, o outro lado da história.
Minha filha, minha escritora preferida, e acima de tudo isso, a felicidade dela, a minha felicidade.
Muitas vezes precisamos abrir uma torneira barulhenta ,onde nada jorra, para sentirmos que somos felizes ,até quando a água jorra da torneira.
Ou então, acender uma lâmpada ,até então apagada para sentirmos na luz, a felicidade.
Outras vezes, quando a entediante rotina nos falta, também percebemos , mediante imprevistos, que a rotina trouxera felicidade.
E em tal noite, nem estivéramos preparados para tanto,vínhamos de uma história muito cansativa, porém nos cansara, por ser brilhante e eficaz.
Eu olhara as estrelas e tentara sentir nelas, alguma coisa a mais ,que me pusesse o coração sobressaltado em ordem inversa, fora um sobressalto de alegria.
Mas este fora aquietando dentro de mim, e me respondendo todas as perguntas, que eu me fizera, nesse instante...
Revivera toda história de minha vida,me desconstruindo, então me construíra de novo, fora assim que conseguira vencer os percalços não citados, os espinhos arrancados.
Minha adolescência brincara em tal instante, dentro de meu coração, quando perpassara o olhar em Sharid, ao meu lado, tão lindo quanto no dia em que o conheci.
Revivera então, a mesma emoção.
Começara ler no livro das recordações, página por página, refletindo ,distinguindo,compreendendo mil empecilhos,quando foram estes, que tanto me elucidaram o tal momento.
Emocionada eu agradecera então,cada momento vivido,mesmo os mais angustiantes.
Uma história escrita pela vida real, jamais se apaga com apagadores ,ou então se deleta.
Esta, sempre trouxera uma gama de significados, que combinados á tristeza, sempre apontara para um crescimento espiritual.
O amor, jamais nascera encomendado propositalmente, mas sim, brotara de um olhar, como semente de flor campestre, em terreno fértil.
Então, simplesmente entendera, que passar pela vida, tentando angariar apenas, uma zona de conforto, as respostas prontas, as invenções acabadas, simplesmente implicara em muita pobreza de existência.
Por mais, que eu fora dona de fortunas incalculáveis, existira um tipo de riqueza ,difícil de ser garimpada, mas que a tendo nas mãos, grande fortuna ,acumula ao espírito.
Ao tal tipo de fortuna, aprendera dar valor a vida inteira, e a portara como um imenso tesouro.
Minha filha estivera prestes a desistir, da história, que lhe traria grandes alegrias, pois fora complexo suportar o seu oposto.
Sofrer por amor, uma dor muito forte.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha