Durante a gravidez tudo ocorrera bem, tanto comigo,quanto com Miranda, eu tivera a pressão um pouco acima do normal, mas seguindo orientações de minha ginecologista, tudo parecera ir muito bem.
Eu houvera combinado na empresa que trabalharia até o bebê nascer, assim teria mais tempo para ficar com ela depois.
Estando no finalzinho de expediente um dia eu começara a ter contratura involuntária da musculatura, que me provocara movimentos desordenados.
E viera acompanhada pela perda da consciência.
Depois ficara sabendo através de minha médica, que tais convulsões acontecem quando há a excitação da camada externa do cérebro .
Chamaram uma ambulância, avisaram Jorge e eu fora para o pronto socorro.
Jorge ligara para minha ginecologista e ela mandara internar-me imediatamente e que ela já estivera a caminho do hospital.
Ela dissera que eu estivera com pré-eclâmpsia e que o bebê precisara ser retirado imediatamente, e ela também não pudera garantir salvá-lo, quando nós duas corríamos risco de morte.
Lembrara vagamente de estar sendo levada para o centro cirúrgico, depois tudo se apagara de minha memória.
Eu tivera eclâmpsia pois surgira o aparecimento de convulsões, porém, não lembrara.
Fora uma complicação da gravidez, em que se verificara a minha hipertensão arterial , e também, quantidade elevada de proteínas no sangue.
A condição aparecera antes do parto.
E no sétimo mês de minha gravidez.
Sempre fora mais comum, segundo minha ginecologista, durante o segundo trimestre da gravidez.
O que não acontecera comigo.
Assim que entrara no centro cirúrgico, eu tivera a sensação de estar em pé em um canto da sala observando tudo, estivera muito preocupada com Miranda, porém subitamente eu já me sentira em outro lugar e vivenciara nitidamente, uma paz, e um prazer imenso, sentindo alguém de meu lado, e sem olhar, soubera ser a mãe de Jorge.
E numa troca de palavras não articuladas com vozes mas nitidamente em pensamentos, ela me dissera:
Fique tranquila, tudo está sob controle e Miranda está bem, eu nesse momento, tamanha fora a felicidade, que já nem me preocupara tanto com mais nada.
De repente eu abrira os olhos, sentindo um pouco de fadiga e falta de ar, ouvindo o choro de nossa filha.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigada pelo carinho!
Izildinha