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sábado, 6 de fevereiro de 2021

FRAGMENTO DO LIVRO_A ESTÁTUA

Jorge chegara em minha vida como um presente do céu, eu sempre exagerara em meus carinhos, chamando-o de benzinho o tempo todo, ele me olhara longa e profundamente, esboçara um sorriso, depois ficara sério de novo.
Era maravilhoso saber e esboçar a cada atitude sua dentro de meus sentires, ás vezes até exagerado, porém para ele, eu sempre me cobrara mais e mais.
Minha vida sempre fora um reduto cercado de pessoas boas, se a vida em algum tempo me fora difícil, porque seria uma necessidade para meu crescimento espiritual.
Eu gostara de arrumar minha casa, ou melhor nossa casa e colocar todas as esculturas de Jorge arrumadinhas dentro de seu ateliê.
Ele sempre fora muito sentimental, pois fora um artista ,um intelectual, porém de uma simplicidade elegante e cativante também.
Eu contara as horas para vê-lo quando ele viajara sozinho e ficara imaginando que eu criara quase que uma certa dependência, tamanho era meu amor, meu apego.
As primaveras sempre enchiam as avenidas perto de nossa casa de ipês multicoloridos, e gostáramos, de toda tardinha dar um bordejo, pelas circunvizinhanças e desfrutar do espetáculo a céu aberto.
Nossas mãos entrelaçadas tocavam nossos corações. 
O coração de Jorge encontrara em meu caminho uma certa acomodação,e eu simplesmente gostara de pressentir tal sensação amorosa ,que muitas vezes, nossos corações pareciam baterem de mãos dadas.
As nossas viagens a Londres nos aproximavam mais ainda quando juntos conseguíramos captar um ar de tranquilidade nestas.
A última vez que estivéramos lá, passeáramos
pela Baker Street é uma das mais notórias ruas de Londres situada no distrito de Marylebones, em Westminsterr. 
Seu nome fizera alusão ao construtor William Baker ,sendo o principal  dentre os responsáveis pela construção da obra no século dezoito. 
E entre os inúmeros pontos turísticos, permanecera sempre, a residência fictícia, do detetive Sherlock Holmes e do Dr. John Watson.
"Elementar meu caro Watson"
Quem esquecera?
A rua originalmente tivera foco residencial, atualmente fora  mais ocupada por edifícios comerciais.
Passáramos nossas densas tardes, fintando durarem minutos, quão grande fora o encantamento, que tal nos trouxera.
Também gostáramos descansar numas praias simples e praticamente desertas do litoral norte do Brasil, tais como a minúscula praia do Juquehy, a qual consideráramos sempre, a nosso ver, uma das praias mais lindas do mundo.


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Izildinha