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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

FRAGMENTO DO LIVRO_A ESTÁTUA

Eu dormira ás vezes envolvida com uma peça de roupa de Jorge, usara uma camisa dele fresquinha para dormir no verão, era um jeito de estarmos juntinhos presencialmente.
Ás vezes, eu pressentira Jorge ao meu lado me dizendo coisas, com uma inteligência incrível jamais mensurada antes.
Ele sempre fora de uma sensibilidade especial e pressentira além do normal o possível e o impossível, porém quando nos comunicáramos por pensamento, sentira tamanha elevação de Jorge tão distanciada deste plano.
Eu pudera perguntar coisas em pensamento e também ouvir suas respostas, muitas vezes, mesmo antes que eu perguntasse.
Quando eu sonhara com ele, eram sonhos mais que reais e caminháramos de mãos dadas conversando e sorrindo para as plantas, para os passarinhos e as borboletas que habitavam aquele jardim por onde ele me levara sempre.
Muitas vezes, eu ouvira uma melodia lindíssima, cujo som jamais ousara definir neste plano, eu jamais estivera tão ligada a Jorge quanto depois de sua partida deste plano.
As noites eram trocadas pelos dias que concomitantemente eu tocara minha vida fintando estar sozinha, mas quando a noite e o sonho chegavam, viera Jorge juntamente com aquela sensação espetacular.
Eu sonhara a noite toda e todos os dias, dormira e descansara meu corpo, enquanto minha consciência desfrutara da doce companhia de Jorge.
Íamos para qualquer parte do mundo, tínhamos como norte o ilimitado e ás vezes, surgira uma luminescência espetacular, era a síntese do amor maior triscando nossas essências, eu quisera sempre ficar um pouco mais, mas as seis horas da manhã, sentira meu corpo retornando ás atividades rotineiras.
Quando eu tivera eclampsia eu vivenciara uma experiência a qual me mantivera uma porta aberta ás comunicações incríveis.
E de vez em quando eu participara a Jorge alguns acontecimentos, ele sempre me dissera ser tudo muito bom.
Eram sensações esporádicas, mas depois da partida terrena de Jorge, aos poucos, á medida  que eu fora observando e tomando como normal, fora intensamente aumentando, até que eu passara a conviver com Jorge normalmente quando dormira e saíra do corpo.
Meus dias se tornaram encantadores, minha filha notara minha mudança, porém sentira que não devera relatar nada a ninguém.
Minha fé triplicara e nenhuma dúvida restara para mim,o mais difícil era esperar até voltar para casa,mas mesmo assim, eu desfrutara de uma sensação maravilhosa.


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Obrigada pelo carinho!
Izildinha