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sábado, 20 de fevereiro de 2021

FRAGMENTO DO LIVRO_A ESTÁTUA

Jorge voltara a ser feliz, e se interessar por suas peças, que com o tempo a procura destas, fora cada vez mais aumentada, e assim ele contratara mais pessoas para ajudá-lo, acredito eu , que fora o primeiro artesão, que punha pessoas para ajudá-lo na confecção das peças.
Ele sempre fora mudando de setor as pessoas, assim, quando estas atingissem o retoque final, estariam prontas para desenvolverem suas peças.
Sintetizando, era um artesão diplomado, pelas mãos de Jorge.
Miranda e Luiz montaram uma sala de artes, ao lado do ateliê de Jorge, e nossa casa, virara uma casa de artes.
Eram pessoas entrando e saindo o tempo todo, e trabalháramos muito, embora, dentro de um ritmo, que nos permitisse sentir prazer, e jamais cansaço.
Quando decidíamos passear, ou viajar, fecháramos as portas e deixáramos recados, de nossos retornos.
Maria também ficara alguns dias na semana, junto com Miranda, elas adoravam conversar e Maria também, passara a gostar de pintura e fizera um lindo quadro, para sua sala de estar, também estivera pintando um para sua mãe.
Jorge já não conseguira lapidar, as peças brutas, ou mesmo serrar, cortar, e para isso, contratara dois moradores de rua.
Ele os conhecia de longa data, pois eles recolhiam os materiais que Jorge comprara, sempre pagando uma quantia razoável, para estimulá-los.
Agora, com o trabalho nas peças, estes já não precisariam dormir no albergue, Jorge os ajudara, a locar uma pequena casa, e os dois moravam junto.
Eram o Samuel e o Ramão, dois amigos inseparáveis, que haviam dentro de uma única alternativa de existência, desenvolvido o amor pela arte também.
Eles se especializaram em fazer mesas reforçadas, bancos compridos e cadeiras pesadas de madeira, em casa nas horas de folga, e já tinham uma certa clientela.
Dentro de pouco tempo, estavam cada um morando em seu aposento com suas esposas.
Quando largados pela rua, desiludidos jamais pensaram em arrumar alguém, mas depois da vida tomar sentido, foram despertados para o amor.
Jorge vivera garimpando catadores de recicláveis, e os orientando, e todos eles conseguiam direcionar a vida, para um caminho mais digno e prazeroso.
A auto suficiência, fizera com que as pessoas, se sentissem valorizadas e úteis, em nosso planeta.
Jorge sempre alegara, que fora dever de quem tivera autoridade nas mãos, os auxiliarem, os orientarem, pois que, ninguém gosta de viver de ajuda.


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Obrigada pelo carinho!
Izildinha