O início da contagem de minha licença fora feito somente a partir do momento da alta de Miranda, contando não só tal direito meu como mãe, mas de Miranda como filha recém nascida.
Enfim, depois de dois meses, nossa filha voltara para casa conosco, tudo estivera esperando por ela ,e logo na primeira noite ela apenas acordara uma vez para ser amamentada, e aos poucos fora esticando mais o sono, até não acordar mais durante a noite, época esta que ela estivera completando quatro meses de idade.
Ela era uma menina linda e já esboçara sorrisos para nossas conversas e nossas carícias também.
O tempo fora passando e eu precisara voltar ao trabalho e Jorge como ficara no ateliê, passou a levá-la consigo e não a colocamos em berçário.
Ela sempre fora muito apegada no pai e tudo que ele fizera ela acompanhara e quando fizera um aninho já soubera articular muitas palavras, inclusive papai e mamãe.
Logo também pronunciara vovó dona Ivone a mãe de Jorge e também minha mãe, eram apaixonadas pela neta.
Minha mãe morava mais longe, mas dona Ivone praticamente ficara o tempo todo em minha casa, e reaprendera a cuidar de criança, só que desta vez, uma menina.
O tempo parecera voar, e Miranda já houvera entrado na pré-escola, ela praticamente já alfabetizada pelo pai, ficara horas de joelhos escrevendo sob a mesa do sofá.
Adorava lápis de cores, e vivia enfeitando as paredes com desenhos.
Então, Jorge fizera um mural só para ela desenhar, no seu ateliê, e ela em pouco tempo transformara o tal, num compêndio de histórias em quadrinhos, e para todos os lados.
Jorge dissera para ela fazer os desenhos menores, assim caberiam muitos, e ela fora fazendo uma infinidade de histórias.
Eu me sentira feliz e realizada, houvera sido premiada pelo amor, e este me trouxera uma infinidade de encantos.
A cada dia que passara, Miranda se tornara numa flor viva, um mimo de criança, um anjo.
Ela fizera amizades na escola com outras crianças, porém sentira encanto pela amiga Maria que também gostara de desenhar.
Trocavam lápis de cor e ás vezes, nas sextas feiras, a mãe de Maria, deixara ela ficar até as seis em nossa casa.
Elas almoçavam juntas e conversavam o tempo todo, Jorge em tal dia, sempre me dissera sorrindo:
Hoje Miranda esqueceu de mim.
Ríamos muito, porque elas ficavam tagarelando o tempo todo no mural, e quase ignoravam a presença de Jorge no ateliê.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha