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quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

FRAGMENTO DO LIVRO_DUPLA SURPRESA

Quando namorados, Helena e Joãozinho, aos domingos iam ao cinema, ele enchia sua bolsa de chocolates e balas, trocavam beijos e abraços e mal viam os filmes.
O tempo fora passando e em menos de dois anos estavam casados, mais um tempo ele  ainda entregara produtos do laticínio em domicílio, porém uma grande indústria  erigira rapidamente crescendo e se expandindo em outras filiais,  Joãozinho soubera administrar tanto a empresa quanto a produção, de maneira exímia.
Separados se mudariam do país, e a mansão em  Araraquara, quem cuidaria?
Pois Joãozinho também pretendera mudar fora do país, apenas não dissera a  cidade. 
Joãozinho asseverara que sempre gostara muito do Brasil, mas morar  na França fora seu sonho, mesmo porque tivera boa parte dos parentes  franceses. 
Coincidência ou não, o encontro de Helena com Astor fora marcado para uma quinta feira, onde viajariam de  manhã e chegariam na hora do almoço.
Joãozinho também precisara viajar,mas depois de conversarem sobre a separação, não se davam explicações.
O motorista particular de Helena fora  avisado que as nove horas da manhã sairiam.
 Helena ficara o dia inteiro da  quarta no salão de estética e também na cabeleireira de sua preferência.
Meio em cima da hora, mas fizera nova harmonização facial, porque estava  meio  insegura.
Passara o dia meio tensa, almoçara fora de casa, esquecera completamente de averiguar o serviço da faxineira, coisa que ela sempre gostara de fazer.
Ansiosa, depois do almoço pedira uma taça imensa de sorvete de creme com calda de chocolate e ameixas.
Também trocara o vinho pelas cervejas e entornara três latas.
Saíra e fora ás lojas comprar roupas novas e lingeries.
O motorista também almoçara  num prato feito perto do restaurante, pois ele estivera a disposição de Helena o tempo todo.
Comprara uma bolsa e um sapato da Louis Vuitton ,pois queria estar impecável para o encontro, embora ela tivesse tanta roupa e sapatos que até perdera a conta.
Assim ela passara o dia inteiro na rua voltando á tarde para casa.
O encontro  seria nos Jardins, Vila Nova Conceição ou Morumbi.
Continuara Astor:
Pois é, Paris também não foge à regra.
Apesar do lado turístico bem forte da cidade, onde beleza e cultura se  encontram de norte a sul, cada bairro tem sua particularidade.
Helena em silêncio e ele continuara digitando:
A cidade da luz, fora dividida em vinte bairros ou “arrondissements” como  costumam  dizer  por lá.
E a primeira coisa, que carecemos sabermos, mesmo porque, estamos  planejando em morar em tal cidade, esta articula em torno no rio Sena, se  dividindo assim entre “margem à direita” e “margem à esquerda”.
Nessa separação notaremos, que não só o ambiente muda, mas também o  perfil  dos habitantes.
Helena estava ansiosa pela decisão que iria tomar, uma angústia, uma dor no  peito,mesmo porque durante quase uma década fora decisão dos dois, nunca  trocarem fotos, nunca trocarem telefonemas.
Acontece que Helena sempre dissera ser separada para Astor e Astor também  fora separado.
Aquela noite, apesar do nervosismo, previram serem muito felizes, mas que  longe do Brasil fora muito melhor.
Astor dissera á Helena, que depois de se encontrarem, deveriam comunicar a decisão com  os familiares mais próximos, tanto ele, quanto ela.
A noite fora passando, mas como tinham que viajar, se despediram, se  desejaram boa viagem e foram descansar.
Helena fora na cozinha pegar um copo de água e trombara com Joãozinho  no corredor.
Helena:
Estava conversando com aquela vagal?
Joãozinho tranquilamente passara por ela sem nada responder.
Ela tomara água e ficara imaginando como seria Astor, além de tudo que ele  houvera descrito.
Como posso me arriscar desse jeito?
Ele nunca contara nada a seu respeito, além das coisas obvias, mesmo porque  o tempo que sempre tiveram, fora para namorar.
Ele deve ser um homem elegante e cheiroso pensara ela.
Caíra na cama dormindo, como estivera o dia todo numa clínica de estética,  estava cansada.


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Izildinha