Carlos e Geraldine houveram completado um mês de convivência e tudo entre eles caminhara perfeitamente, fora Carlos quem arrumara as sementes de margaridas coloridas, fizera os canteiro e as plantara.
Também dissera a ela, que a conhecia de vista há muito tempo já, desde a época em que fora casado e bem antes de sua ex esposa sair de casa.
Dissera que despachara os móveis todos para sua ex esposa através de uma transportadora e fora morar temporariamente em um albergue.
Não exatamente morar!
Continuara Carlos:
Quando eu voltara do trabalho ia para lá, jantar e dormir, ele trabalhara na mesma oficina em que João e há muito tempo já haviam conversado sobre ela.
Geraldine meio pasma com as conversas de Carlos lhe perguntara.
Será que ao longo do tempo, tu soubera tudo, mas tudo mesmo sobre mim?
Carlos respondera, não somente eu, como João também, a tua história com Manuel, jamais ficara somente entre tu e ele, todos do bairro sabiam, embora ele morasse longe de tua casa, mas Maria também soubera.
Geraldine ficara trêmula sem saber o que dizer...
Carlos continuara:
Fique tranquila meu amor tal fato jamais desabonara tua integridade, uma vez que sempre fora honesta, honrando teus compromissos sem nada dever a ninguém, sem estar envolvida em intrigas e nem mesmo fazer mal a alguém e tal alguém poderia ser Maria, no entanto ela sempre falara de ti com muita admiração.
Maria mantivera seu caso com João de longa data, Manuel também soubera de tudo, no entanto deixaram tais fatos em segundo plano, uma vez que não se amavam, porém tinham filhos em comum.
Geraldine estava em pé e precisara sentar-se, uma tontura, uma zonzeira vagavam-lhe nos sentidos.
Justamente ela que fora embora de Araraquara muito cedo e viera para São Sebastião trabalhar e estudar, vira a vida escorrer pelos dedos em face de um amor tão incontrolável, quanto impossível.
Ela fora o alvo de grande embuste, inclusive de Maria, que pudera tê-la procurado antes, assim tanto a vida dela, quanto a de Maria mesmo, poderia ter saído da escuridão mentirosa e ter respirado o ar puro da verdade.
Carlos sentara de seu lado e tentara convencer Geraldine que tudo fora feito da maneira certa, os filhos jamais contestaram tais fatos, portanto supunha-se que jamais souberam também.
A cabeça de Geraldine rodara, e ela começara a chorar compulsivamente, Carlos segurara suas mãos sem nada dizer.
Geraldine a estas alturas, já meio confusa sem realmente saber se o envolvimento com Carlos poderia lhe fazer bem.
Tudo, nesse momento parecera ser programado,elaborado de maneira tal,que ela se sentira novamente meio culpada, injustiçada e perdida.
Ela lavara o rosto e depois sentara novamente ao lado de Carlos e argumentara:
Manuel me prendera todos esses anos sem motivo algum,sendo que poderíamos termos posto nossas vidas ás claras?
Que droga de vida?
Para que tanta confusão?
Para que tantas desavenças psicológicas em minha vida?
Geraldine ,que sempre vira em Maria, a irmã que não tivera de verdade houvera cometido duplo engano.
Maria e Helena eram iguais pois vivenciara de fato, dupla surpresa!
Continuara:
Tudo que eu quisera de fato na vida Carlos,fora alguém de meu lado,pois quando chovia á noite sempre sentira muito medo,muita solidão.
As pessoas são maldosas e egoístas,elaboram entre si uma redoma e só pensam em si mesmas.
Carlos:
Meu amor, mas agora estarei contigo nas noites enluaradas e também nas tempestades até o fim de nossas existências, e por favor, aceite o fato e perdoe,nada mais poderá ser mudado, pois o passado o levou consigo.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha