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domingo, 13 de dezembro de 2020

FRAGMENTO DO LIVRO_DUPLA SURPRESA

Helena fora a imagem de uma modernidade completamente intrigante para uma minoria,
porém portadora do livre arbítrio de escolha para outros.
  O momento fora valorizado em todos os seus aspectos,
principalmente nos relacionamentos, que muitas vezes duradouros  porém alimentados nos casais pela palavra “fantasia", onde a  mulher buscara no amante seja real ou seja virtual, realizar um  sonho e assim também o homem, e tais excentricidades, valorizadas  como um direito, uma necessidade do prazer, pois sem estes, jamais  pudera haver felicidade.
E cada um vivera como melhor lhe aprouvera, apenas criticando,  quando essas estranhezas eram advindas de outra pessoa, quando  estas deixara vazar seu comportamento.
Um mundo líquido, onde o importante fora apenas os fatos  revelados, porém o que cada ser mantivera em segredo, nenhuma  importância viera a ter, mesmo entrando, em contra prudência com a  religião em que frequentara, quando esta, as vezes fora um  trampolim, para enfatizar uma benevolência, uma generosidade.
As notícias, a política , economia, enfim fora tudo globalizado numa  liquidez fluida, onde dificilmente se detectara verdades ou mentiras.  Houvera sempre uma multidão pronta, para odiar tais defeitos nas  pessoas públicas, aqueles mesmos que muita gente praticara, em  grande ou pequena escala, porém jamais ousaram examinar a  consciência antes de atacar.
Mas voltando a nossa Helena, ela se transformara numa mulher  frívola e sempre fora conivente com sua maneira vagada de viver,  mas tomando a palavra quando estivera no chat, em que sempre fora  dona da palavra, os mesmos desacertos ,em uma outra pessoa  qualquer, não frequentadora do grupo, ela condenava abruptamente.
E sendo apoiada por todos e todas, crescia cada vez mais a sua
vaidade.
Os assuntos, aos quais propunha aos amigos e amigas  frequentadoras, eram falácias e conversas rasas, porém tanto para  ela como para as demais pessoas, fora sempre diálogos importantes,  mesmo porque, jamais poderiam discorrer sobre outros assuntos, por  falta de fé, de generosidade.
Também desconheciam a felicidade longe do prazer, então muito se falava a respeito de sexo.
Enquanto tal multidão vivera os encantos do inusitado,seus filhos,netos e bisnetos,passaram quase despercebidos dentre tal era,pois nasceram no meio desta, e para eles,nada fora novidade,enquanto o grande problema acabara sendo os idosos,que envaidecidos com a modernidade,queriam aproveitar o máximo,ou melhor,almejavam uma vida eterna.
Distraídos jamais perceberam que o vício fizera destes eternos dependentes, a ponto de simularem mortes e depois recomeçarem uma nova personagem,como quem recomeça uma nova vida.
O senso de consciência jamais existira,mesmo porque, cada um deles tinha um deus a seu favor,sempre disponível e obediente.
Uma casta luciferiana começara a se preparar para dominar o planeta,fora uma tentativa com sucesso absoluto,tiveram muito mais estímulos para vivenciarem suas fantasias.
A mentira tomara conta da verdade, e a maioria das pessoas pareciam dormir nos países das maravilhas,quando não,outras apavoradas com o grande Gaslighting que como nuvem acinzentada acobertara o mundo.
Jamais houvera por parte destes, um questionamento qualquer, todos viviam sintomaticamente bem procurando um meio para alimentarem seus vazios imperceptíveis, suas escuridões ocas e opacas.
Alguns pontos de luzes contrastavam com os iguais, feito colmeias zumbindo em torno de si próprias.
Esses pontos de luzes incomodavam as visões acostumada com a escuridão da caverna e suas sombras tão confortáveis.
E ai daquela luz que ousasse clarear algum ponto!
Logo fora excluída e quem a carregava sempre fora chamado de louco, de alguém que habitara fora da caixinha convencional.
E o novo normal, aos poucos fora introduzido sob a invocação de quem estivera apavorado, e eram quase todos ou todas, pois seus mundos estavam muito além do que se possa imaginar.
Uma zona de conforto indescritível passeava pelo globo terrestre, quando alguns muito beneficiados e outros morrendo ás mínguas, porém o importante fora a abastança de tais grupos.
Os atletas das cadeiras.


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Izildinha