Depois de ler muito sobre misoginia,fazendo ligações com a infância que tivera, eu fora uma menina que tentara a todo custo,provar ao mundo ao meu redor , que eu pudera fazer o melhor,mesmo e quase sempre, desagradando a mim mesma.
Lera sobre as pessoas empatas ,e vira que tudo fechara de maneira espetacular com minhas características,no começo ficara um pouco indignada,porque uma percepção muito acirrada fizera-me sofrer muito ,enquanto criança e adolescente,fora como se um mundo de fatos fossem se acumulando dentro de mim.
Ás vezes me perguntara:
Porque tenho que saber essas coisas?
Porque tenho que sentir?
Tais pressentimentos são verdadeiros,ou apenas perturbações,ledos enganos?
Porém,com o correr do tempo,viera me certificar que tudo que pressentira fora verídico.
Começara a aceitar minha condição, e simplesmente começara a descobrir um lado maravilhoso que compensara todo sofrimento da empatia.
Claro que jamais fora fácil ser empata, este sente e vive diferente de outras pessoas,os empatas não suportam multidões,festas e badalações.
O empata gosta de viver sozinho,precisa da solidão para equilibrar suas emoções e sente nos fatos dolorosos, toda dor do outro.
Este também, sente um grande amor pelos animais , pela natureza e procura não pensar em fatos desastrosos para não sofrer tanto.
Jamais deixara de lutar contra as forças da mentira lutando em prol da verdade.
A pobreza e a miséria, sempre me tocaram profundamente,o empata sofre muito tendo que sobreviver ás perdas.
A felicidade fora encontrar Renato,que mesmo não sendo empata,sempre fora uma pessoa espetacular,que me amparara física e emocionalmente,que conversara comigo sobre tal condição,sem jamais questionar minhas fraquezas,mas elogiando o meu lado forte.
Tivéramos um filho maravilhoso de uma serenidade e tranquilidade incríveis, que se casara com uma empata maravilhosa e linda,porém esta não fora feliz e gerara uma filha narcisista, e justamente pelo fato de ser empata,a mãe fora o alvo preferido de nossa neta de Évora.
Com a presença de Júlia, a filha do coração,Cláudia recebera todo amor filial que uma mãe como ela merecera receber.
Quando nascemos ,talvez em nossa essência ilibada, intocada estivera contida todas as verdades.
Porém, vamos crescendo e com o intento de nos aprimorar, em muitos destes aprimoramento esteja a deturpação da verdade e sua essência.
Vamos conhecendo a vida , os fatos levemente sem muito aperfeiçoamento edificáramos nossa felicidade aos poucos embasada em pouco conhecimento também.
O empata, que ao se reconhecer como tal,sabendo da capacidade de curas e descobertas,pudera viver uma vida plena em quaisquer situações,pois as descobertas trazem sempre uma satisfação incrível, mas esta ocorre em detrimento também, de momentos sufocantes.
Eu sofrera quando criança pela fragilidade, pelos aparentes defeitos,pelos apelidos advindos todos de pessoas de minha convivência,porém, para compensar tal consternação, eu me voltara ás artes, ás escritas e á beleza esfuziante da natureza.
Eu fora entardecendo na vida descobrindo a cada dia algum fato diferente e tais descobertas ou aprendizagens acrescentara jovialidade á minha existência.
A vida para mim sempre fora um eterno encontro da superfície que me mantivera, com as profundezas que me alimentavam ,dando um certo equilíbrio,dando uma certa continuidade e aos poucos eu também fora entendendo a síntese a que matematicamente me apresentaria numa fechada de portas.
Os dias sempre foram os portais se abrindo para novas oportunidades.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha