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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

FRAGMENTO DO LIVRO_EXEMPLARES

Júlia jamais fora uma filha, ou neta carinhosa, ela parecera sempre ter um pouco mais de afeto,se é que pudera assim chamar, com meu filho o pai dela,sentira pena de minha nora que aos poucos fora emagrecendo e ficando doente.
Eu cuidara dela também,eles vieram morar conosco, pois a casa era imensa e meus sogros ficaram contentes com a presença deles também.
Júlia estivera cursando bioquímica,era uma boa aluna,porque sempre fora inteligente.
Quase sem falar conosco passara a semana inteira,saíra,voltara sem dar o mínimo de satisfação.
Quando ela confrontava com minha nora sua mãe,vira Cláudia muitas vezes passar mal e Júlia distorcendo os fatos mediante todos,o que me pusera constrangida.
O psiquiatra avisara para tomar cuidado com ela,que resistira a qualquer tranquilizante ou coisa assim,mesmo porque ela, jamais tivera problema algum.
E mediante o ciclo de amizades, sempre fora a mais brilhante, a mais simpática e querida por todos e por todas.
Porém, era de uma crueldade indescritível com Cláudia sua mãe.
Um dia estivéramos jantando, e como ela viera muito ao Brasil,  nos dissera com a maior tranquilidade, que adorava Évora,que jamais pretendera morar no Brasil, e que estivera esperando que desocupássemos logo o imóvel,uma vez que todos estivéramos no fim da vida, em relação á ela.
Minha nora e meu filho bem jovens ainda,ouviram tais absurdos,meu sogro ficara meio engasgado e começara a tossir.
Demorara um bom tempo, para ser constatado, qual o desvio de personalidade que ela possuíra,por tratar-se de um diagnóstico bastante delicado.
Mas,depois que completara dezoito anos, o psiquiatra informara ao meu filho, tratar-se de uma sociopata.
Precisáramos nos ausentarmos de sua vida,concluíra,que todos nós  estaríamos expostos a um grande perigo.
Tudo que vivenciáramos de maravilhoso,eu Manoela e Renato meu marido,fora esquecido e vivíamos distantes,tristes e abatidos,por tamanho desgosto.
Nossa neta fora o nosso grande sonho, que se transformara logo cedo no maior pesadelo,quando desde muito cedo,agredira crianças de sua idade,fizera birras homéricas em todos os lugares que fora levada a passear com os pais.
Chutara os animais que Cláudia e Joaquim tinham que eram dois gatos,os quais precisaram ser doados,caso contrário ela os machucaria e poderia ser arranhada também.
Cláudia era bastante reservada, e depois dos ataques da filha,ou das armadilhas, que ela lhe preparava, a víramos chorar muito.
Ela precisara de amparo psicológico, para saber lidar com a situação,enfim estávamos todos nós sem saber como agir.
Depois do ultimato que nos dera no jantar,ela voltara ao mesmo assunto,e quase todos os dias, insistindo, que precisáramos desocupar a residência que a ela pertencia.
O médico nos aconselhara voltarmos para o Brasil quando tivéssemos condições, infelizmente Júlia nossa neta,era um ser perigoso.
Precisáramos proteger nossas vidas,quando por ela nada pudéramos fazer,mesmo assim,nós a amávamos,porém,ás vezes, confessáramos que chegávamos a odiá-la mediante tamanhas perversidades que com o passar do tempo foram se tornando piores.
Ela tivera um namorado que ás vezes dormira em nossa casa,ele era um tanto gentil e educado,porém ela o fizera sofrer bastante.
Esse namorado lhe cercava de atenção e carinho ,e ela parecera retribuir,mas muitas vezes, ela marcara encontro e saíra com outro, ela mesma nos contara depois, e rira muito porque soubera, que ele sofrera com isso ,e todos nós também.
O sofrimento alheio causara bastante prazer em Júlia, e sempre!

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha