Ao
ser entrevistado, um senhor de noventa e um anos de idade, que sobrevivera aos
campos de concentração localizados no
sul da Polônia ,operados pelo Terceiro Reich e colaboracionistas, nas áreas
polonesas anexadas pela Alemanha Nazista, maior símbolo do Holocausto
,perpetrado pelo nazismo durante a Segunda Guerra Mundial, recebera da
entrevistadora a seguinte frase:
Eu agradeço
muito ao senhor, por estar aqui falando das horríveis experiências vividas, nos
campos de Auschwitz, mas também, peço desculpas, por lembra-lo disso:
Ele,
muito alegre,simpático,jovial respondeu:
Senhora,
não te preocupes, eu vivo de maneira positiva dessas experiências, todos os
momentos de minha vida.
A entrevistadora olhara para ele com ar de espanto, mas , antes ,que ela lhe dissesse alguma coisa, ele continuara.
A entrevistadora olhara para ele com ar de espanto, mas , antes ,que ela lhe dissesse alguma coisa, ele continuara.
Lembro do
campo de concentração, quando acordo em minha cama confortável e macia, quando
vou tomar banho no meu banheiro, e sinto a água caindo do chuveiro no meu
corpo, quando tenho toalhas limpas e cheirosas para me enxugar, quando visto
uma roupa lavada e cheirosa todos os dias.
Pois eu
passara meses, no campo de concentração, com a mesma roupa, e ás vezes
esfregara lama, para tentar tirar o mau cheiro.
Lembro do campo de concentração, quando vejo a mesa de minha casa, posta com comidas, quando abro a geladeira e vejo iguarias armazenadas, sinto-me um sortudo, um felizardo.
Lembro do campo de concentração, quando vejo a mesa de minha casa, posta com comidas, quando abro a geladeira e vejo iguarias armazenadas, sinto-me um sortudo, um felizardo.
A
senhora não faz ideia do que eu comera no campo de concentração...
A
senhora sabe lá, o que é comer caixa de papelão vazia, casca de árvore, para
não morrer de fome?
E
repetira consecutivamente:
Eu
sou um sortudo, um felizardo!
O
rapaz que o acompanhara dissera á entrevistadora:
Ele faz planos todos os dias.
A
entrevistadora olhara para ele, e antes que ela dissesse algo mais, ele
concluíra:
Faço
planos sim!
E
todos os dias!
Quando
estive em Auschwitz, com dezoito anos,eu não vivera, pois acordara com surras,
imundo, faminto, hoje posso planejar meu dia de amanhã, porque sei que, de
qualquer modo, a felicidade me espera.
Tenho
uma
mulher maravilhosa como companheira, que vive me dizendo que sou um homem
alegre, bem humorado...
Sou grato
por tudo que tenho, porque vivenciara, a morte em vida, por não ter nada, além do sofrimento.
Portanto hoje, posso me considerar a pessoa mais feliz do mundo.
Portanto hoje, posso me considerar a pessoa mais feliz do mundo.
E
concluíra:
Eu
sou um sortudo!
Eu
sou um felizardo!
Quando
aprendemos a perceber a vida com gratidão, nem precisamos ter vivido
experiências horríveis, para entender o quanto somos felizes.
O
quanto somos gratos a Deus, por tudo que temos em nosso benefício, e tudo que
nos favorece.
O
quanto lamentamos pelos que são cerceados pela fome e pela miséria.
Ser
feliz é isso, olhar para tudo que temos e somos com olhar de gratidão.
E a
partir desse olhar percebamos, que a fome, a miséria, deixam as pessoas
insanas, a ponto de enlouquecerem.
É uma
necessidade básica para sobrevivência...
A
fome jamais fora acumulativa, jamais se almoça amanhã o jantar de hoje, e assim
consecutivamente ela mata.
Que
Deus nos livre da guerra, e de seus geradores, que são a discriminação, o ódio
, o preconceito, de gênero, classe sócio econômica...
Que
Deus tenha compaixão dos povos, onde todos os dias, a miséria mata crianças e
adultos.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha