Embora,eu
siga te amando pela vida afora, nada mais direi.
Abasteci
tua alma, teu coração, com doces palavras, porém...
Bastou
saberes, da intensidade de meu amor, não vacilastes em me ferir.
E
feriste sim.
De
uma maneira escusa, achando que eu nada sentira enquanto atiravas teus dardos
certeiros acertando um coração, que te abrigava.
Jamais
percebestes, quando agonizavas dentro do meu peito,criando mil barreiras que se
levantavam entre nós dois.
Então,
aos poucos para que não me ferisse tanto, fora chegando a conclusão, que dentro
de meu coração, não havia mais ninguém, e que tudo fora uma incógnita, uma
farsa.
Rodopiavas
como redemoinho, levando ciscos e trazendo resquícios de tuas desaprovadas
façanhas, enquanto eu me encorajava, só para te agradar.
A princípio, fora um encanto, cuja
tendência , no que dependera de mim, aumentaria até nos conscientizarmos, que
fôramos brindados pelo maior presente "o amor”.
Porém,tu
principiaras uma inconstância fadigosa ao meu coração, ao que tinha entregue a
ti.
Porém,
mesmo assim, continuara me doando, apostando sempre numa maneira, que te agradasse melhor,
que te fizesse mais feliz juntamente comigo.
Eu
sentira tua doce vibração, todo teu encanto,porém,vez ou outra, as tuas
contradições desabaram entre nós de maneira castradora, como um tsunami, um
furacão, que elimina as construções mais bem edificadas.
E
quando meus destroços todos espalhados, tu punhas um arco íris em meu
horizonte, enquanto eu juntava de novo meus detritos, e te reconstruía dentro
de meu coração.
Mas
de maneira insatisfeita, as tuas incoerências,me deixaram perceber tanta
deslealdade, porém eu apagara as minhas percepções, como quem apaga uma
importante advertência, num quadro negro da vida, para não ler nas entrelinhas
da imaginação, a mais pura verdade.
Pois,
à medida que eu adiara estas, mais sofrimento acarretara para mim, quando
revestida de uma insegurança sem nexo, resolvera me desconstruir totalmente,
eliminando teus detritos de meus escombros.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha