Samuel
vivera muito tempo, na base da barganha, na verdade ele trocava alguns agrados,
alguns centos para ser conivente com situações que como ventos cheio de
chiscos,embaçavam seus olhos.
Sempre
fora considerado inteligente, perspicaz até, mas ele se permitira um certo tipo
de manipulação, nem percebendo que á medida que fora cedendo, fora lhe
escasseando o respeito como ser humano.
Então
ele começara a faltar com a verdade, e a verdade realmente,futuramente,talvez
pudesse lhe fazer muita diferença na vida, muita falta.
Extremamente
sucinto, com poucas palavras sempre dizia muito, mas de uma hora para outra,
entrara para o bando da macacada,quase sem perceber.
Embora,
sempre tivera um gênio diferente com a mãe, mesmo assim, eles sempre pareciam
assimilarem o mesmo dialeto no final de uma discussão.
Conversa
normal, parece que jamais houvera, quando eram palavras rebatidas, que aos
poucos iam tomando alguma afinidade.
A mãe
de Samuel sempre fora cobrada por uma certa santidade que outras mulheres não
possuíam, nunca fora cobrada por amor, mas sim, mas porque assim ela fora
tolhida da felicidade angariada por escolha.
O
tempo fora passando, assim como as barganhas foram aumentando, Samuel com a
boca adocicada tinha seu silêncio comprado de maneira sutil e até um pouco
hilária, porém ele não percebera, ou fingira não perceber.
Aos
poucos fora vendendo as partes importante de seu lado psicológico, pois assim,
na base dos favores sempre favorecia que lhe subornara.
O
tempo correra e Samuel fora deixando a sabedoria de lado, quando na idade
adulta, atendera as reivindicações aleivosas, de umas matronas, que insurgiam
empoderadas e poderosas, sendo que foram as crianças douradas, que tiveram o
livre arbítrio para livremente agirem, sem a menor interferência da
consciência,se é que nestas, havia se formado.
Pobre
Samuel, que depois de deduzir suas contradições na adolescência com quem bem
podia, fora aos poucos barganhado por quem não podia.
E uma
tristeza domingueira, daquelas de abater qualquer ser, fora criando
vagarosamente num coração, pois enquanto noites perdidas, de uma juventude,
quase adolescente, tirando febre mediante lágrimas, como alguém que vigiara um
canteiro para não murchar, uma flor para não perder o viço, agora vira essa
touceira pronta para semear suas sementes, sendo colhida por mãos que não lhe
ensinaram semear, e nem sequer proteger-lhe as pétalas.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha