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domingo, 9 de junho de 2019

PÉTALAS_DO LIVRO INTERNALIZANDO

Samuel vivera muito tempo, na base da barganha, na verdade ele trocava alguns agrados, alguns centos para ser conivente com situações que como ventos cheio de chiscos,embaçavam seus olhos.
Sempre fora considerado inteligente, perspicaz até, mas ele se permitira um certo tipo de manipulação, nem percebendo que á medida que fora cedendo, fora lhe escasseando o respeito como ser humano.
Então ele começara a faltar com a verdade, e a verdade realmente,futuramente,talvez pudesse lhe fazer muita diferença na vida, muita falta.
Extremamente sucinto, com poucas palavras sempre dizia muito, mas de uma hora para outra, entrara para o bando da macacada,quase sem perceber.
Embora, sempre tivera um gênio diferente com a mãe, mesmo assim, eles sempre pareciam assimilarem o mesmo dialeto no final de uma discussão.
Conversa normal, parece que jamais houvera, quando eram palavras rebatidas, que aos poucos iam tomando alguma afinidade.
A mãe de Samuel sempre fora cobrada por uma certa santidade que outras mulheres não possuíam, nunca fora cobrada por amor, mas sim, mas porque assim ela fora tolhida da felicidade angariada por escolha.
O tempo fora passando, assim como as barganhas foram aumentando, Samuel com a boca adocicada tinha seu silêncio comprado de maneira sutil e até um pouco hilária, porém ele não percebera, ou fingira não perceber.
Aos poucos fora vendendo as partes importante de seu lado psicológico, pois assim, na base dos favores sempre favorecia que lhe subornara.
O tempo correra e Samuel fora deixando a sabedoria de lado, quando na idade adulta, atendera as reivindicações aleivosas, de umas matronas, que insurgiam empoderadas e poderosas, sendo que foram as crianças douradas, que tiveram o livre arbítrio para livremente agirem, sem a menor interferência da consciência,se é que nestas, havia se formado.
Pobre Samuel, que depois de deduzir suas contradições na adolescência com quem bem podia, fora aos poucos barganhado por quem não podia.
E uma tristeza domingueira, daquelas de abater qualquer ser, fora criando vagarosamente num coração, pois enquanto noites perdidas, de uma juventude, quase adolescente, tirando febre mediante lágrimas, como alguém que vigiara um canteiro para não murchar, uma flor para não perder o viço, agora vira essa touceira pronta para semear suas sementes, sendo colhida por mãos que não lhe ensinaram semear, e nem sequer proteger-lhe as pétalas.

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Izildinha