O descarte sofrido por mim, fora o
recomeço de algo maravilhoso e encantador, que me pusera nas mãos verdadeira
sentimentalidade conjugando recriação.
Aquele ano passara tão rápido que
eu nem percebera o Natal se aproximando, fora uma prazerosa loucura, entre
estudo e trabalho.
Vendíamos nossas peças, ganhávamos
nosso dinheiro extraído do zero, quando de uma peça de descarte, nascera sempre
uma obra de arte incrível.
As mãos hábeis de João ,em sintonia
com sua inteligência privilegiada, replantava um sol, dentro de um triste abandono, encolhido no
lixo.
Eu começara associar interiormente
o meu passado, buscando lá no começo do caminho, o quanto o descarte havia me
transformado num lixo humano, que fora restaurado e ganhara vida nas mãos de
João.
A cura da doença provocada por
abusos narcísicos,
equiparara, a
reciclagem de uma peça de valor, quando descartada num canto de uma calçada
qualquer, que renovada pelo banho do amor vai se recompondo e se refazendo de
maneira espetacular.
A peça do descarte vira uma eterna
obra de arte, onde mais nenhum descarte pudera tocá-la, enquanto o tempo
envelhece ideias comuns, enaltece a obra de arte que se torna mais destacada e
valiosa.
Talvez ainda, os profissionais da
área, estejam aquém, dessa metáfora estabelecida dentro de nossos desvendes,
sem mais nem menos.
As estrelas da noite, eram
silenciosas, porém sempre conversavam uma nova inspiração nascendo entre nós,
quando reclinados, nossos corações se admiravam, sem a menor bajulação, apenas
se admiravam em contemplação.
Os nossos dias, nos carregavam para
todas as realizações possíveis, não havíamos
nos tornado em espectros,simplesmente,havíamos descoberto uma outra receita,
tão diferente daquela que haviam nos mostrado até então...
Passamos a cortejar os verdadeiros
valores, enquanto o rídico e fugaz, fugiam de nossas atenções, que
doravante tão concentradas, numa
consonância recorrente e calma.
Nosso mundo ganhara nossa
simplicidade, e ao mesmo tempo, um requinte acastelado de uma fé jamais
vivenciada de maneira tão válida, quanto a essência real da vida.
Nossas mãos tão iguais ao se
encontrarem, vibraram na mesma sintonia, então eu entendera, que o amor
verdadeiro, somente pudéramos cunhá-lo de verdadeiro por vibrar na mesma sintonia entre dois corações.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha