Aquele
semestre passara rapidamente para mim,e eu me sentira tão feliz, quanto nunca
imaginara, estávamos cada vez mais unidos eu e João.
Eu
gostava do sorriso dele e também da paciência,
que
ele tinha comigo, ás vezes quando ainda minhas ansiedades recaiam,
e
eu ficava mais agitada.
Ele
sempre me acalmava,me deixava em paz e me punha em harmonia de novo,
com
a vida.
Um
dia estávamos voltando e passamos em frente a uma casa que tinha um roseiral
florido e perfumado que da rua, sentíramos o aroma, ele botou o pé do outro
lado do muro, e apanhou uma delas e me colocou na mão.
Eu
ficara assustada,
com
medo de que ele levasse bronca, mas ele sorrindo me disse:
-Espero
sempre levar broncas por um motivo desses.
Nós
ríramos muito,
e
ele me beijou no rosto, alisando os meus cabelos, era o último dia de aula do
ano, e eu sentia que nossa paixão havia virado amor, pelo cuidado que tínhamos
um com o outro, pelas carícias e delicadeza que ele tivera sempre comigo.
A
partir desse dia começáramos a andar pela rua de mãos dadas, correndo o risco
de sermos pegos pelos meus pais ou irmãs, mas eu não me importava mais com
isso, tinha
quinze
anos, e
me achara
um
pouco mais responsável.
As
minhas amigas flertavam, e
mudavam de namorados o tempo todo, e
nós dois cada vez mais grudados um
no outro, embora não nos ligássemos o dia inteiro, mas sabíamos até o
pensamento um do outro, e
vivíamos numa perfeita sintonia.
Ele
sabia dosar-se como um jovem e também com o coração de criança.
Gostava
de passarinhos e parávamos para vê-los nos arvoredos daquela nossa rua, amava
os gatos e vivia sempre os alisando, assim como os cachorros também.
Tão
cavalheiro como ninguém, sempre roubara uma flor cheirosa e me presenteava.
Meus
livros ficaram cheios de flores desidratadas,eu as guardava todas, e em cada
uma delas, uma frase de João.
Éramos
dois empáticos pela vida, pela Natureza, e tínhamos planos para de maneira
simples e ao mesmo tempo complexa, colaborarmos com o “Meio” em que
vivímos,colocando placas e instruindo o pessoal de nossa rua a cuidar
desta,pois,a tal rua era nosso Meio Ambiente, a extensão de nossas casas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigada pelo carinho!
Izildinha