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quinta-feira, 9 de maio de 2019

EXTENSÃO DE NOSSAS CASAS_DO LIVRO_A CURA

Aquele semestre passara rapidamente para mim,e eu me sentira tão feliz, quanto nunca imaginara, estávamos cada vez mais unidos eu e João.
Eu gostava do sorriso dele e também da paciência, que ele tinha comigo, ás vezes quando ainda minhas ansiedades recaiam, e eu ficava mais agitada.
Ele sempre me acalmava,me deixava em paz e me punha em harmonia de novo, com a vida.
Um dia estávamos voltando e passamos em frente a uma casa que tinha um roseiral florido e perfumado que da rua, sentíramos o aroma, ele botou o pé do outro lado do muro, e apanhou uma delas e me colocou na mão.
Eu ficara assustada, com medo de que ele levasse bronca, mas ele sorrindo me disse:
-Espero sempre levar broncas por um motivo desses.
Nós ríramos muito, e ele me beijou no rosto, alisando os meus cabelos, era o último dia de aula do ano, e eu sentia que nossa paixão havia virado amor, pelo cuidado que tínhamos um com o outro, pelas carícias e delicadeza que ele tivera sempre comigo.
A partir desse dia começáramos a andar pela rua de mãos dadas, correndo o risco de sermos pegos pelos meus pais ou irmãs, mas eu não me importava mais com isso, tinha quinze anos, e me achara um pouco mais responsável.
As minhas amigas flertavam, e mudavam de namorados o tempo todo, e nós dois cada vez mais grudados um no outro, embora não nos ligássemos o dia inteiro, mas sabíamos até o pensamento um do outro, e vivíamos numa perfeita sintonia.
Ele sabia dosar-se como um jovem e também com o coração de criança.
Gostava de passarinhos e parávamos para vê-los nos arvoredos daquela nossa rua, amava os gatos e vivia sempre os alisando, assim como os cachorros também.
Tão cavalheiro como ninguém, sempre roubara uma flor cheirosa e me presenteava.
Meus livros ficaram cheios de flores desidratadas,eu as guardava todas, e em cada uma delas, uma frase de João.
Éramos dois empáticos pela vida, pela Natureza, e tínhamos planos para de maneira simples e ao mesmo tempo complexa, colaborarmos com o “Meio” em que vivímos,colocando placas e instruindo o pessoal de nossa rua a cuidar desta,pois,a tal rua era nosso Meio Ambiente, a extensão de nossas casas.

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha