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sábado, 18 de maio de 2019

CORAÇÃO_DO LIVRO_AMOR ETERNO

Claro, que nem eu Lígia,nem Eduardo imaginávamos que seria uma  longa história de amor ,como fora a nossa.
Fizemos concessões para protegermos nossas famílias, pois éramos iguais, pensávamos iguais agindo assim.
O coração simplesmente, tem uma capacidade incrível de reconhecer, de imediato,  abrandar e receptar o amor verdadeiro, concebendo ser mesmo verdadeiro.
Aliás, só existe amor, porque este, só pode ser verdadeiro, e fora assim que “eu “o amara.
Este nasce apenas de um olhar, um encanto, depois ruma ao coração, jamais  permitindo á razão interferir.
Amor despertado  dentro do coração, independe de qualquer vontade, ou razão...
Meu lado emotivo sempre fora mais forte.
Esse amor nascera dentro de mim,  porque Eduardo tivera  a capacidade, e a delicadeza de acomodar este, dentro de meu coração.
 Para o coração, pouco importa o olhar racional e frio, a maneira formatada vindo de fora, na averiguação dos fatos. Basta uma bênção incitada do céu, iluminando uma constituição inteira, partindo do amor germinado na essência da alma.
Mas essa citação nunca fora inerente á frieza de Eduardo. O amor, segundo estudiosos, as vezes, pode ser prioridade, pois nem todos os seres existentes, na face da Terra, são designados pessoas humanas, ou melhor, têm a capacidade de amar. Acredito, que Eduardo fora apenas racional, e por ser assim, incumbira-se em me desvendar melhor. Eu sempre fora o amor, fruto da emoção ,jamais da razão. Segundo recentes descobertas, o coração, chega a ser responsável por algumas anomalias, que antes se presumira advir apenas mentalmente.
Essas anomalias até então,  indo ás sístoles controlam, até as glândulas sudoríparas.
 O coração também dói, é uma dor redonda e apertada, como se houvesse uma mão imensa o sufocando.
E quando está tristonho, fica encolhido como um cãozinho abandonado, num lugar qualquer.
Quando eu  conhecera Eduardo, de imediato, sentira o coração familiarizado, com a simples presença tão encantadora...
Porém esse encanto estivera, somente em minha maneira de vê-lo, no meu olhar.
Então soubera, que o amaria para sempre, embora viera sofrer muito também.
Pouco implicara ao coração, os presumíveis ajuizamentos, análises ou subversões, que varassem contra mim como ventos arrogantes.
O amor chegara antes, acastelara uma certa justificação, um certo argumento livre, e ao mesmo tempo enclausurado, dentro de uma pauta única e irreversível.
Os meus dias começaram a girar mais leves, em torno do amor, minhas necessidades de sobrevivência implicadas, em um árduo trabalho, foram atenuadas por tal presença cautelosa e firme dentro de mim.
A poesia começara a preencher minhas páginas inteiras, quando estas ,ainda se mantinham rasas e apoucadas até então...
Minhas inspirações formavam filas para as odes.
O jeito menino e ancião, era intrigante ,pairando entre o sedutor e o angelical.
Um anjo e ao mesmo tempo, um perigoso vilão.
Os olhos bem á mostra, constituíam uma generosidade, quase deprimida e enfadada.

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Izildinha