Claro,
que nem eu Lígia,nem Eduardo imaginávamos que seria uma
longa história de amor ,como
fora a nossa.
Fizemos
concessões para protegermos nossas famílias, pois éramos iguais, pensávamos
iguais agindo assim.
O
coração simplesmente, tem uma
capacidade incrível de reconhecer,
de imediato, abrandar e receptar o amor verdadeiro, concebendo ser mesmo verdadeiro.
Aliás,
só existe amor, porque este, só pode ser verdadeiro, e fora assim que “eu “o amara.
Este nasce
apenas de um olhar, um encanto,
depois ruma ao coração,
jamais permitindo á razão
interferir.
Amor
despertado dentro do
coração, independe de qualquer
vontade, ou razão...
Meu
lado emotivo sempre fora mais forte.
Esse
amor nascera dentro de mim, porque
Eduardo tivera a capacidade, e a
delicadeza de acomodar este, dentro de meu coração.
Para
o coração, pouco importa o olhar racional e frio, a maneira formatada vindo de fora, na averiguação dos fatos.
Basta uma bênção incitada do céu, iluminando uma constituição inteira, partindo
do amor germinado na essência da alma.
Mas
essa citação nunca fora inerente á frieza de Eduardo. O
amor, segundo estudiosos, as vezes, pode
ser prioridade, pois nem todos os seres existentes, na face da Terra, são designados pessoas
humanas, ou melhor, têm a
capacidade de amar.
Acredito, que Eduardo fora apenas racional, e por ser assim, incumbira-se em me
desvendar melhor. Eu sempre fora o
amor, fruto da emoção ,jamais da razão. Segundo recentes descobertas, o
coração, chega a ser
responsável por algumas anomalias,
que antes se presumira advir apenas mentalmente.
Essas
anomalias até então, indo ás sístoles controlam, até as
glândulas sudoríparas.
O coração também dói, é uma dor redonda e
apertada, como se houvesse uma mão imensa o sufocando.
E
quando está tristonho, fica encolhido como um cãozinho abandonado, num lugar qualquer.
Quando
eu conhecera Eduardo, de imediato,
sentira o coração familiarizado, com a simples presença tão encantadora...
Porém
esse encanto estivera, somente em minha maneira de vê-lo, no meu olhar.
Então
soubera, que o amaria para sempre, embora viera sofrer muito também.
Pouco
implicara ao coração, os presumíveis ajuizamentos, análises ou subversões, que
varassem contra mim como ventos arrogantes.
O
amor chegara antes, acastelara uma certa justificação, um certo argumento
livre, e ao mesmo tempo enclausurado, dentro de uma pauta única e irreversível.
Os
meus dias começaram a girar mais leves, em torno do amor, minhas necessidades
de sobrevivência implicadas, em um árduo trabalho, foram atenuadas por tal
presença cautelosa e firme dentro de mim.
A
poesia começara a preencher minhas páginas inteiras, quando estas
,ainda se mantinham rasas e apoucadas até então...
Minhas
inspirações formavam filas para as odes.
O jeito menino e ancião, era intrigante
,pairando entre o sedutor e o angelical.
Um
anjo e ao mesmo tempo, um perigoso vilão.
Os
olhos bem á mostra, constituíam uma generosidade, quase deprimida e enfadada.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha