Eu crescera sob a concepção de que
a família seria sempre o meu ponto de apoio, assim como vira ser para as
pessoas ao meu redor.
Sonhara em minha infância em poder
um dia acrescentar uma vida melhor aos meus pais, e quando vira eles batalhando
muito por tão pouco, ficara sempre antenada e convicta de que um dia as coisas
mudariam.
As tardes naquela cercania, eram
longas, pareciam muito longas em relação ás tardes de agora, então sobrara
muito tempo para eu desenhar minhas histórias e também brincar bastante.
Minha amiga e vizinha Cláudia,
sempre vinha depois de nossos afazeres para brincarmos juntas,eu
sentira
nela uma sinceridade e uma calma incríveis, que ás vezes passavam do ponto.
Ela tinha mais duas irmãs que
também eram boníssimas.
Minha família vivia sempre muito
envolvida com muito trabalho, minha mãe mal tinha tempo de
respirar,portanto,desde muito cedo ajudávamos no que podíamos, pois eram
tanques lotados de roupas sujas a serem esfregados na mão, a casa rústica que
para ser limpada dava muito mais trabalho.
Os dias longamente se espreguiçavam
diante de uma série de coisas a serem realizadas, porém enquanto criança, ainda
não temos noção de muitas coisas, então o tempo nosso de criança parecia mais
linear, do que o tempo dos adultos que se envolvem em vários temas no mesmo
dia.
Existiam também aqueles dias em que
não estávamos muito inspiradas eu e minha amiga, então ficávamos quase que
mudas um bom tempo, depois ela se levantava e sem complicações ia embora.
Já em outro dia, mais empolgadas,
os nossos folguedos fluíam de maneira incrível, também criávamos nossas
histórias, brincávamos de cabra cega, e quando percebíamos já estava
anoitecendo.
Depois do banho eu nem me recordo
bem,mas houveram dias em que o sono sempre carregava mais depressa, porém em
outros, os ventos da noite acabavam me fazendo companhia, eram como música que
embalavam os meus medos e os meus sonhos também.
Eu sonhara muito, inclusive em ter
uma família sincera e feliz.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha