Quando a primavera eclodira feito
dedicação, em minha vida, sentira o perfume embriagador, de toda sintonia,
possibilitada apenas a alma humana, onde a mais doce sensação, de ser entendida
e querida, fizera de mim, uma pessoa muito, mas muito melhor.
Olhando para João,eu contemplara um
mundo descomplicado, e muito mais limpo, uma brisa de esperança, no toque morno
de sua mão, e como uma criança que renascera para a felicidade, simplesmente,
assim me conferi.
Achara impossível, também fora de
tempo, mas a vida empurrava para mim essa sensação, da qual eu não pudera me
libertar.
Ouvira como uma criança dizendo,
que nos acostumáramos tanto com as pequenas coisas, que quando algo amplo e
majestoso, se porta em nossa frente, sentimos vontade de voltar, a nossa zona
de conforto, costurada com a mesmice da vida, até então...
Tanto relutara em permanecer sem
mais nada, sem nenhum vestígio do que alegara ser felicidade, pronta e certa de
que permaneceria assim eternamente, colocando uma vidraça nos vãos tão vazios e
ocos de meu deserto.
Mas não, quisera a vida que fosse
tudo tão diferente, e me pusera numa chuva de neblinas rosadas, tateando com a
ponta dos dedos, as pétalas mais delicadas dos lírios nativos de nossa amizade.
E mediante tanto contratempo, as
coisas foram acontecendo, clareando a minha imaginação, visto que eu estivera
muito mais forte após resistir tamanha tempestade.
João, como um arco íris que abraça
a tarde, oferecendo um colorido colar beijado pelas multicores do horizonte,
quando esta entardecendo.
Então eu me perguntara:
Quem disse, que o entardecer é
monótono, e sem os ventos do movimento que equilibra a nossa vida?
Assim, de coração aberto, mais uma
vez, pedira licença á razão e com cuidado colocara pétala por pétala dentro de
nosso lindo entardecer.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha