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sexta-feira, 12 de abril de 2019

DONA RAFAELA_DO LIVRO_VOZ DE TROVÃO

Quantas vezes, eu fora até a janela, quando sozinha em meu quarto, e ficara observando a imensidão, que me fizera lembrar de uma força maior, então eu pensara comigo:
Não estou sozinha.
Meus sonhos eram sempre, muito reais, parecendo, que eu saíra de onde estava, e fora para bem longe, conversando com pessoas, mas eu nunca lembrara a conversa, apenas recordara a sensação de paz, que eu sentira nesse lugar.
 Também, sentira uma sensação indescritível, de ser amada, as estrelas pareciam estarem ao alcance de minhas mãos, e eu as tocara levemente sentindo uma presença muito forte perto de mim.
Aquelas luzes exalavam perfumes e também executavam uma melodia,que me deixava encantada.
Então virara para outro lado e vira,que eram as flores cantando.
Acordara sempre feliz, depois desses sonhos...
Eu sempre imaginara, ser o céu um lugar muito lindo, cheio de anjos, e também de pessoas boas e sinceras, onde jamais houvera sofrimentos, e também discórdias entre as pessoas.
Eu já era uma adolescente quase, e já passara para a quinta série, meu irmãozinho com cinco anos, ainda não frequentara nenhuma escola, e nem creche também, como minha mãe não trabalhava fora, ela optara, por não colocá-lo em escolas, antes do tempo.
O que era bom, ele pudera dormir até mais tarde, vira televisão, brincara, enfim curtira bastante a sua infância.
Quando meu padrasto ficava de férias, eles viajavam e eu ficava na casa de uma vizinha nossa a dona Rafaela.
Eu até gostava, ela era muito boa para mim, deixava eu colocar meus vestidos bonitos depois do banho, e também deixava eu ir brincar á tardinha, sempre me aconselhando para tomar cuidado, e marcava um horário para eu voltar.
Ela fazia lanches deliciosos com sucos, para minha merenda,eu  sentira uma vontade imensa, de ser filha dela.
Quando voltava da escola,eu a ajudava, e depois ela conversava muito comigo ,me dizia coisas importantes, que guardo até hoje.
Portanto, o fato de não viajar com minha mãe, meu padrasto e meu irmão, jamais me chateara.
Eu ficara na casa de minha querida mamãe, escolhida pelo coração, que se chamava dona Rafaela.

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha