Quantas
vezes, eu fora até a
janela, quando sozinha em meu quarto, e ficara observando a imensidão, que me
fizera lembrar de uma força maior, então eu pensara comigo:
Não
estou sozinha.
Meus
sonhos eram sempre, muito reais, parecendo, que eu saíra de onde estava, e fora
para bem longe, conversando com pessoas, mas eu nunca lembrara a conversa, apenas recordara a sensação de paz, que eu sentira nesse lugar.
Também, sentira
uma sensação indescritível, de ser amada, as estrelas pareciam estarem ao alcance de minhas
mãos, e eu as tocara levemente sentindo uma presença muito forte perto de mim.
Aquelas luzes exalavam perfumes e também executavam uma melodia,que me deixava encantada.
Então virara para outro lado e vira,que eram as flores cantando.
Aquelas luzes exalavam perfumes e também executavam uma melodia,que me deixava encantada.
Então virara para outro lado e vira,que eram as flores cantando.
Acordara
sempre feliz, depois desses sonhos...
Eu
sempre imaginara, ser o céu um lugar muito lindo, cheio de anjos, e também de
pessoas boas e sinceras, onde jamais houvera sofrimentos, e também discórdias
entre as pessoas.
Eu
já era uma adolescente quase, e já passara para a quinta série, meu irmãozinho
com cinco anos, ainda não frequentara nenhuma escola, e nem creche também, como
minha mãe não trabalhava fora, ela optara, por não colocá-lo em escolas, antes do
tempo.
O
que era bom, ele pudera dormir até mais tarde, vira televisão, brincara, enfim
curtira bastante a sua infância.
Quando
meu padrasto ficava de férias, eles viajavam e eu ficava na casa de uma vizinha
nossa a dona Rafaela.
Eu
até gostava, ela era muito boa para mim, deixava eu colocar meus vestidos
bonitos depois do banho, e também deixava eu ir brincar á tardinha, sempre me
aconselhando para tomar cuidado, e marcava um horário para eu voltar.
Ela
fazia lanches deliciosos com sucos, para minha merenda,eu sentira uma
vontade imensa, de ser filha dela.
Quando
voltava da escola,eu a ajudava, e depois ela conversava muito comigo ,me dizia
coisas importantes, que guardo até hoje.
Portanto,
o fato de não viajar com minha mãe, meu padrasto e meu irmão, jamais me
chateara.
Eu
ficara na casa de minha querida mamãe, escolhida pelo coração, que se chamava
dona Rafaela.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha