Desde
minha infância, sentira as pessoas de minha família distantes de mim, sempre me
dizendo coisas, ficando bravos e perdendo a paciência.
A
minha mãe sempre me dissera, que eu,Augusta,
viera ao mundo para atrapalhar sua
vida, não era hora e nem tempo para eu chegar.
Isso
eu ouvira, desde criança até a minha adolescência, isso fora me dando
consciência de que realmente eu atrapalhava todo mundo, e não tinha capacidade
para nada.
Quando
bem criança,eu chorava muito, era muito assustada e apanhava muito também.
A
comida que eu mais gostava como doces, carnes e algumas frutas, eram reguladas,
minha mãe sempre me dizia que era arroz e feijão que me fariam crescer.
Eu
também não podia colocar uma roupa nova depois do banho á tarde para ficar com
minhas amigas, ela proibia.
Então,
eu acabara crescendo, perdendo roupa que nunca usara.
Quando
comecei entrar na adolescência, fiquei completamente invisível dentro de minha casa, pois tinha
um irmão com oito anos,
Rodrigo, eu tinha
seis quando ele nascera, era filho de minha mãe com meu padrasto, ele era
tratado com carinho pelos dois, e tinha licença para comer o que quisesse e se
vestir também.
Não
que eu quisesse toda a atenção do mundo, mas eu queria ser aceita dentro de
minha casa,eu não tinha outro lugar para ir.
Eu
gostava de meu irmãozinho, ele era um menino alegre e gostava de brincar
comigo,mas ás vezes, ele fazia alguma coisa errada e botava a culpa em mim,e
minha mãe me batia com o chinelo.
Eu
passara o resto do dia triste e
indignada por ter apanhado sem merecer, era muito triste ser injustiçada
daquela maneira.
Quando
eu ia á escola desde o prezinho,nunca minha mãe fizera um lanche para eu levar,
nunca olhara meus cadernos, nunca quisera saber quando era reunião de pais.
Eu
acabava sempre tendo meu boletim preso na diretoria porque ninguém viera
assinar pelo menos.
Mediante
telefonema da escola, minha mãe aparecia lá nervosa reclamando de mim para todo
mundo, e eu ficara com vergonha de meus colegas e de minha professora.
O
meu padrasto era sempre calado comigo,dificilmente respondia alguma coisa
quando eu perguntava, por isso sempre o evitava, então.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha