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sexta-feira, 5 de abril de 2019

AUGUSTA E RODRIGO_DO LIVRO_VOZ DE TROVÃO

Desde minha infância, sentira as pessoas de minha família distantes de mim, sempre me dizendo coisas, ficando bravos e perdendo a paciência.
A minha mãe sempre me dissera, que eu,Augusta, viera ao mundo para atrapalhar sua vida, não era hora e nem tempo para eu chegar.
Isso eu ouvira, desde criança até a minha adolescência, isso fora me dando consciência de que realmente eu atrapalhava todo mundo, e não tinha capacidade para nada.
Quando bem criança,eu chorava muito, era muito assustada e apanhava muito também.
A comida que eu mais gostava como doces, carnes e algumas frutas, eram reguladas, minha mãe sempre me dizia que era arroz e feijão que me fariam crescer.
Eu também não podia colocar uma roupa nova depois do banho á tarde para ficar com minhas amigas, ela proibia.
Então, eu acabara crescendo, perdendo roupa que nunca usara.
Quando comecei entrar na adolescência, fiquei completamente invisível dentro de minha casa, pois tinha um irmão com oito anos, Rodrigo, eu tinha seis quando ele nascera, era filho de minha mãe com meu padrasto, ele era tratado com carinho pelos dois, e tinha licença para comer o que quisesse e se vestir também.
Não que eu quisesse toda a atenção do mundo, mas eu queria ser aceita dentro de minha casa,eu não tinha outro lugar para ir.
Eu gostava de meu irmãozinho, ele era um menino alegre e gostava de brincar comigo,mas ás vezes, ele fazia alguma coisa errada e botava a culpa em mim,e minha mãe me batia com o chinelo.
Eu passara o resto do dia triste e indignada por ter apanhado sem merecer, era muito triste ser injustiçada daquela maneira.
Quando eu ia á escola desde o prezinho,nunca minha mãe fizera um lanche para eu levar, nunca olhara meus cadernos, nunca quisera saber quando era reunião de pais.
Eu acabava sempre tendo meu boletim preso na diretoria porque ninguém viera assinar pelo menos.
Mediante telefonema da escola, minha mãe aparecia lá nervosa reclamando de mim para todo mundo, e eu ficara com vergonha de meus colegas e de minha professora.
O meu padrasto era sempre calado comigo,dificilmente respondia alguma coisa quando eu perguntava, por isso sempre o evitava, então.

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha