Em
determinados momentos, sempre
pressentira nele ,algumas coisas estranhas, enquanto roía as unhas vorazmente e
os olhos adquiriam uma expressão estranha.
As
pontas dos dedos curtos, viviam
extremamente machucadas, pois quando ele tinha essas crises,eu fingira
não ver, mas parecia uma vulcão entrando em erupção.
Sentira
que houvera algo estranho a ser desvendado,porém,em outros momentos, tudo
voltava a normalidade e uma doçura o compunha.
Um
dia, depois de conversar, com um amigo nosso em comum, o vira chorar no ponto de ônibus, em frente o
prédio, em que eu morava, acho que pela primeira vez depois de conhecê-lo,por longo tempo.
Atravessei
a rua, limpei os olhos dele com meus dedos, mas ele não me disse o que era, o
ônibus apareceu e ele fora embora.
Sabia
que ele participava de um mundo paralelo aquele o qual eu vivia, e passava
noites em chats com mulheres em busca de sexo virtual.
No
começo isso me fizera sofrer muito, mas depois começara a entender que isso não
afetara em nada nosso relacionamento.
Eu
enfrentara sempre algumas triangulações de pessoas, ligadas ao círculo
narcísico a que ele pertencia, sentindo sempre muita vontade me desvincular de
todo esse tormento, porém me sentindo completamente frágil e impotente.
Sabia
de minha empatia desde muito cedo, então a priori uma leve impaciência, depois
tudo voltava ao normal, porém era muito desgastante também.
Embora,
como amor eterno fora dificilmente entendido por pessoas
comuns,eu deixara sempre escorrer as inconveniências, para viver um lado
melhor.
Respirara
fundo estando apta agora, para
um diálogo comigo mesma, onde eu encontrava na consciência, aos poucos, todas
as respostas.
Estivera
o tempo inteira perdida entre as asseverações de quem, talvez nem consiga
conduzir a própria existência
sem que esteja invalidando alguém, para assim,sentir-se algo mais.
Numa
tarde tentara falar com um casal de supostos amigos, porém ao desligar o
celular estava completamente arrependida do que fizera.
Toda
tentativa de ficar melhor, sempre ficara pior, então vi grande necessidade de
me isolar e deixar, que a falácia da felicidade baixasse o tom.
Porém,
prometi a mim mesma que já não estaria mais de plantão para ouvir o
desnecessário.
Isso
tudo é bastante estressante, acabara ficando como uma vítima, num picadeiro onde a
macacada toda compra ingressos para assistir.
O
que muitos deles esquecem, ou não reconhecem, o quanto custara de minha luta, para
carregar nas costas,uma certa estabilidade financeira, que beneficiara todos,
Enfim,reiterando,quem caminha sobre plumas, enfraquece mediante a primeira pedra encontrada,eu
estivera me tornando uma rocha imbatível e completamente inabalável.
Assim,
depois de novamente entender, o quanto me custara a veracidade dos fatos,
resolvera aquecer a alma pensando o quanto era bem melhor ser assim, vivendo num mundo bem claro.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha