Quando
chegava o verão, aos domingos tomávamos sol no quintal e aos poucos fui
percebendo, que minha pele ,além de bronzeada ficara linda no verão.
Fora
deixando algumas das invalidações de minhas irmãs do lado.
Tinha
em mente sempre o meu querido Amauri, e de vez em quando o via, mas ele parecia
ter mudado de cidade, então dificilmente nos víamos.
Eu
sonhara com ele o tempo inteiro, lembrara de um beijo que ele me pedira, mas eu
não dera,virei as costas e disse tchau.
Estava
morrendo de vontade dar um beijo nele, mas minhas amigas estavam juntas, então
me senti tolhida.
Mesmo
porque, com certeza, no outro dia, minha irmã mais
velha e minha mãe estariam sabendo.
Assim,
eu fora invalidando um amor verdadeiro que poderia ter dado certo.
O
tempo foi passando e sem que eu esquecera dele, fui vivendo á minha maneira,
construindo ainda meus sonhos, pensando também em algum dia dar aula para
crianças com meu diploma de professora primária.
Mas
enquanto eu trabalhava na padaria, tinha que fazer daquele trabalho, algo mais
do que sacrifício, então fizera amizade com a clientela e assim, meus dias eram
mais alegres e produtivos.
Eu
tinha uma vizinha, amiga de minha irmã que satirizava me dizendo para eu usar
gorro de padeiro, que ia ficar muito bem em mim.
Eu
ria de suas invalidações a meu respeito,porém,intimamente sabia o que ela
queria me dizer.
Também, nunca achei nenhum trabalho censurável
ou desonesto, portanto nunca dei bola para suas asseverações de mal gosto a meu
respeito.
Era
uma manhã de chuva,eu estava sem vontade de absolutamente nada, e dizer que
está sem vontade de nada, principalmente nas entrelinhas de um livro parecera
uma chatice, mas é inerente a todo ser humano.
É
que eu estava ligando as coisas e tudo parecia empatado e preso num mesmo
lugar.
Amauri,
que ainda era quase tudo segredo para mim,me fizera tanta falta, em todos esses
anos.
Nunca
havíamos conversado bastante, nunca havíamos almoçado juntos e muito menos nos
tocado.
Então
imaginara ser carência, um certo tipo de sentimento que ás vezes não gostamos
de assumir, mas que sentimos.
E
se for para ser sentida, sem nunca ter compartilhado a presença de alguém, que
seja escolhida a melhor pessoa, aquela que nos causa boa impressão.
Então,
nesse meio sem vontade a presença de Amauri, é que se fizera ausente para mim e
sempre.
Vivemos
dizendo que somos todos iguais, mas quando vamos avaliar as nossas pertenças,
notamos que para nós, as diferenças interferem e muito.
Somos
todos iguais perante Deus, quando trilhando um mesmo rumo, uma mesma direção,
embora tenhamos sido feitos por Ele mesmo, diferentes quanto ás parecenças.
Somos
cores diferentes espalhadas pelo Universo que nos compõe.
Acredito
que a saudade seja pintada de amarelo, pois tem um jeito meio desajeitado de
incomodar tanto e ao mesmo tempo, tem um gosto doce daquilo que já se viveu.
Em
minha pouca idade, sentia meu coração inquieto,desacomodado,e em outras vezes,
um pouco mais tranquilo, quando pensara em Amauri.
Era,
como deixar, um grande amor ir embora, e
nada fazer.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha