Quando eu Alice, namorava o Raul,
estava lecionando, já não trabalhara mais na padaria, pois havia terminado o
curso de normalista e dava aulas para crianças.
Eu sempre observara a criança mais
tímida, mais quieta, e ás vezes, até conseguira voltar ao passado,junto daquela criança.
Eu gostara de estar no meio delas,
mas haviam dias cansativos,pois eles gostavam de reclamar de tudo e de todos,e todos ao mesmo tempo.
Então, quando eu entrava dentro do meu
quarto ,me sentia completa e me livrava da solidão.
Isso acontecia todos os dias, pois
eu vivia entre multidões, porém extremamente solitária, para as coisas que me
chamavam atenção,ás vezes...
Por mais que eu me esforçara na
escola, sempre tivera um ponto de invalidação, quase subentendido numa reunião
de coordenação.
Porém, naquilo que eu pudera
melhorar tentara sempre, mas quando isso estivera além de uma possibilidade verídica,
invalidara a crítica, e fizera sempre o meu melhor, seguindo adiante.
Quando chegava os finais de semana, saia com Raul, mas logo ele me deixava em casa, e voltava a sair com um amigo
inseparável.
Passamos a nos tolerarmos, e minha
família gostava do fato, de eu estar namorando, um rapaz bem sucedido, feito ele.
Jamais o culpara, em momento
qualquer, pois eu também sentira, que ele nunca me amara, mas depois de um certo
tempo, parece que tínhamos medo de assumir o término de nossa relação, e nos
acostumamos um com o outro.
Mesmo porque, nenhum de nós exigira
muita coisa um do outro.
Tudo sempre estava dentro dos
conformes, e nos bastava,porém,sentíramos um no outro ,uma vontade louca de ir
embora, quando estávamos juntos, inconsequentemente, fomos deixando nosso namoro
com o tempo correr.
O Raul tinha uma legião de
admiradoras, jovens e senhoras, que vinham me falar de suas virtudes sempre.
Mesmo sentindo, que não o amava,
sentira medo de terminar tudo, e depois me arrepender, pois terminando com ele
estaria terminando também, com o meu gosto familiar, por um bom casamento.
Eu sempre me isolava em meu quarto, aos domingos á tarde, e ficara lendo, escrevendo alguma coisa, nunca convidara o
Raul para passear, mesmo porque ele também, nunca me convidara, preferira estar
com o amigo paquerando garotas mais interessantes.
Essas sobras de amor, oferecida ás
pessoas abusadas, sempre suprem o suficiente, pois assim, eu fora acostumada
em toda a existência.
Depois de informada, a respeito de
como funciona esse processo, começara a me amar diferentemente, do que me amara,
até então.
Fizera uma década de terapia, mas
nem todo profissional está inteirado sobre vítimas de invalidações narcísicas,
também me sentira invalidada e manipulada dentro do próprio tratamento.
Uma pessoa acometida da empatia, sofre absurdos, antes de encontrar o verdadeiro caminho, outras porém, acabam
nunca encontrando durante a vida.
Esse caminho, viera de encontro,
quando começara a estudar textos escritos, por profissionais capacitados, em
desvio de personalidade narcísica, e também, vendo vídeos de outros
profissionais, que além de capacitados, sofreram invalidações.
Então, começara a ver ,novas luzes
se acendendo em meu caminho, as luzes imbatíveis do esclarecimento, então minha
vida aos poucos, fora se tornando mais leve.
Porém, quando isso acontecera, minha vida, em muitos longos anos, houvera passado.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha