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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

DO LIVRO_AMOR ETERNO

O amor,no mundo da espiritualidade, jamais encontra barreiras ou contrapostos, ele vai simplesmente alocando um espírito mais livre, num plano de luz aconchegante e pacificador.
A morte, para todos nós, implica uma continuidade, onde nos libertamos do sofrimento do corpo e vivenciamos a leveza do espírito.
Como sentimos muita saudade das pessoas que amamos, a ausência também,passa a ser dolorosa, mas até a morte do ser amado, nos contém motivo de crescimento espiritual.
Onde ficamos nos avaliando, como fomos em relação a pessoa amada que se foi, então podemos melhorar com as pessoas amadas, que estão em nosso plano.
Quando amamos alguém, o qual toda sua vida foi exemplificada, não com palavras, mas com atitudes, podemos considerar, como um livro vivo, que tivemos a bênção de absorver página por página.
O amor verdadeiro, jamais implica num amor fechado entre quatro paredes conjugando a primeira e a segunda pessoa{eu te amo,tu me amas]
Muito pelo contrário, o amor verdadeiro,tal qual um vento manso, que perpassa os arrebóis refrescando os ambientes sufocados pelo calor do egoísmo.
Portanto, entendemos não pertencermos a ninguém, principalmente quando somos tocados pelo amor.
Mas quando o amor eterno, toca nosso coração, uma impregnação resignada tornando ascendente nossa alma, no que tange a compreensão.
E quando vivenciamos a finitude de alguém que amamos, nos tornamos mais compreensíveis a esta.
Mediante primeiro impacto, vem sensação  tristonha, de que ela nos roubara algo muito precioso, depois aos poucos, vamos escoando nossas dores internas, e nos familiarizando com a concepção, de que houve uma passagem para um plano superior, banido de preocupações e de sofrimentos.
O amor eterno permanecerá para sempre, em forma de boas lembranças, muita saudade, pois impossível não haver saudade,quando implicado de tamanha importância, em nossa vida.
E quando nossos amores se transportam para o mundo das delicadezas, e das perfeições, que nossas orações sejam nossos ramalhetes, todos os dias colocados em seus caminhos.
Nunca podemos asseverar com precisão, mas o nosso lado perceptivo nos mostra a sensação de leveza, que  tal espírito abençoado consegue nos emanar.
E  as inevitáveis lágrimas purificando nossos entendimentos, visto que a finitude,um inevitável fato, simplesmente oposto a vida, sempre a tornando mais bonita, depois da passagem.

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Izildinha