A
leitura me levava a dialogar com um mundo completamente diferente, com uma
linguagem pacífica e surpreendentemente inusitada, onde toda a ansiedade
desaparecia e meu coração absorvia essas palavras estruturando a minha vida de
maneira tal, a me reforçarem e respaldarem justamente, com a necessidade,
precisada no momento.
Mesmo
sendo silencioso meu mundo, as palavras
gritavam aos ventos e aos quatro cantos, alguma coisa bem forte e bem
verdadeira dentro de mim.
Passei
a incutir dentro de minha pessoa, um mundo paralelo ao mundo que eu vivia, onde
as personagens me davam livre acesso a todas as perguntas possíveis, onde eu
revisava todas as diferenças, sem sequer ser julgada, ou condenada por isso.
O
amor estava permeando todas as emoções vividas nas histórias que eu lia, por
isso eu encontrava subsídio de paz e esperança dentro dos livros.
A
sabedoria começava a fazer parte de minha vida, embora fossem pequenas e
frágeis nuances ainda, mas sentia um começo desabrochando, mesmo no meio das
pedras, sentia que um terreno das compreensões mais férteis estava se
preparando.
Quanto
tempo iria demorar ,nem fazia ideia, mas sei que em alguma instância de minha
vida, o rosto do amor verdadeiro se confrontaria comigo,onde eu estaria apta
para entender o desentendido até então...
Os
livros eram meus confidentes também.
Quando
passei para a quarta série ginasial, conheci um menino que estava no terceiro
ano do Ensino Médio, começamos a nos olharmos de longe e depois fizemos amizade
e começamos a conversar na escola.
Ele
se chamava Mateus, era um rapaz muito bonito e paquerado por outras meninas da
escola.
Ele
parece que fazia sempre questão de se aproximar de mim,isso me deixava feliz, e
certamente,eu estava apaixonada por ele, era a primeira vez que sentia isso, e
era extremamente bom,porém,me tirava até a atenção de outras coisas.
Eu
ia ás tardes de domingo passear pelas ruas com ele no parque e também na
prainha,eu sabia que ia ter problemas com meu pai, mas estava tão apaixonada
que me dispunha a assumir o fato.
Mateus
era um rapaz alegre,descontraído,muito charmoso e fazia uma coisa que eu
gostava muito “comunicação” conversava muito,eu comecei a sair do silêncio e
falar tudo como uma criança que estivesse aprendendo a se comunicar.
Comecei
a me comunicar mais com minha família e percebi que muita coisa dependia de
mim,mas eu ficava o tempo todo esperando uma palavra deles para iniciar um
assunto que não fosse sobre o armazém.
Conversava
livremente sobre mais assuntos e percebi que eles se envolviam á medida que o
assunto ia fluindo.
Mas,
apaixonada do jeito que eu estava,eu contaminava tudo ao meu redor.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha