Somos a única espécie dotada da capacidade de escolhas, gostos e também
mudanças de estilo, e esse dote geralmente nos coloca em conflitos com os demais,
quando viver até pode ser simples, mas nem sempre, pois a vida para muitas
pessoas é um fardo pesado, mesmo assim, conviver é sempre uma arte.
Outras espécies, quando não há interferência humana, seguem seus
cursos dentro da normalidade, sem aderirem normas algumas.
Para estimularmos bom convívio, uma vida inteira de treinamentos
se faz necessário, e mesmo que envelheçamos treinando, estamos sempre inacabados,
pois quando pensamos que estamos prontos, novos desafios nos aparecem para que
coloquemos a paciência e a criatividade em prática.
Especialistas na área nos oferecem mil receitas, mas ás vezes,um emaranhado tão complexo, faz com que aprendamos a deixar partes de nós, sem explicações para
trás, entendendo também, que de nada adianta vivermos em conflitos internos e
externos, por fatos que jamais nos mudarão, como seres humanos, como pessoas.
Uma verdade, dentro de cada um, acreditamos existir,como um ponto, sempre
querendo aflorar e se fazer real.
Então, um drogado, um andarilho, um catador de recicláveis tem atrás de si uma história, uma linha de pensamento, um sonho e uma grande necessidade.
Então, um drogado, um andarilho, um catador de recicláveis tem atrás de si uma história, uma linha de pensamento, um sonho e uma grande necessidade.
Porém, a nossa indiferença, mais medo do que indiferença mesmo, faz com que, fingindo para não ver e nem pensar nesses
agravantes, enclausurados dentro de uma epopeia solitária, tentamos nos validar para
alguém, com uma imagem melhor, pois vivemos numa época em que uma imagem vale
mais do que mil palavras, então nossa imagem vai falando sobre nós, sobre o que
pensamos.
Enquanto outros vultos reais vão perambulando e se tornando os
astros da era real, astros da guerra e suas consequências, da fome, da miséria,sem que haja invalidações para o fato, pois ainda o real,
apesar de tudo, poderá dizer sempre mais.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha