Marcadores

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

DIFERENTE

Ás vezes vamos nos enganando por aí,fingindo que somos os diferentes  tão iguais sempre cuidando da saudade,regando seus novos brotos,portanto,deixamos sempre alguma coisa,por revelar,até mesmo para nós.
Os momentos de alegria são intensos,tão intensos,mesmo na saudade,que quando estes se ausentam,sentimos uma falta gritante,achando que estamos muito infelizes,comprando qualquer desafeto para nos desvencilharmos de tamanho desconforto,pois é,cada um sabe onde habita, e com quem conversa,com quem convive,com quem compartilha.
O espelho nos reflete de maneira tal, que em cada dia nos revela um alguém diferente,mas na realidade nada mudou, além das nossas emoções e maneiras de nos vermos dentro da vida.
Ao visitar meu coração,de vez em quando,sinto-o sisudo,quieto sem uma troca de palavra,uma conversa sequer,depois presumo, que ele deve estar amarrado pela razão.
Mesmo porque tentamos nos encantar e encantar o mundo com as emoções,mas na verdade a razão domina,assevera e se retrata por todos os cantos e becos do mundo.
Acredito que se a razão se dosasse um pouco mais e desse uma chance para o coração,alguma coisa,ou muita coisa mudaria para  melhor,contudo,um coração que saísse de sua habitação e fosse passear pelas ruas e avenidas com toda a coragem do mundo,um coração que aceitasse os convites com prazer,e realmente sentisse prazer em passear,em aproveitar mais a vida em se dar muitas chances.
No entanto, o meu pelo menos,vive calado,penalizado,condoído,mas sempre preso á razão dos fatos,das coincidências,das convicções.
Ás vezes ele me emociona,mas não me permite passar disso,porque me entrega a razão que me domina sem me fascinar tanto.
As lembranças,ás vezes ,são apenas lembranças que não chegam a ser saudade,porque saudade é bem diferente.
Lembranças somos obrigados a carregá-la, quando nosso tempo caminha para a resolução, e suas conclusões, mas a saudade não,só sentimos saudade de coisas boas, que nos marcaram para sempre...
Então,quando abro minhas gavetas do passado,existem lembranças amarfanhadas que tenho vontade de jogá-las fora,mas elas lá permanecem,eu já joguei fora várias vezes,mas elas voltaram,ainda bem que só de vez em quando, as revejo,simplesmente porque,eu prefiro cuidar da saudade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pelo carinho!
Izildinha