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domingo, 18 de março de 2018

ESPÉCIE E EXTINÇÃO

Neste mundo onde tudo é tão prático e instantâneo, ainda sobram resquícios dos tipos românticos pelos bares, pelas ruas da cidade, ou simplesmente vivendo como tal. Aí a psicologia rebate dizendo, que pessoas movidas pela emoção são manipuláveis, fracas e presas fáceis dos ardilosos de vampirizadores emocionais, porque eles são ocos, vazios, e precisam sugar a doce essência romântica que ainda resta.
Ás vezes as pessoas românticas sentem vergonha de se definirem tão emotivas a ponto de viverem admirando uma flor na calçada, um resto de sol na montanha, ou o mesmo sol se escondendo atrás de um prédio, na selva de pedra.
Os românticos ficam mexidos com a dor do outro, acreditam em tudo que for verdadeiro, jamais param para observar sensacionalismos, mesmo porque suas mentes estão voltadas para outras coisas.
Sentem emoção ao ver o vento varrendo as folhas secas no outono, admiram uma quaresmeira na primavera e observam que as azaleias ficam floridas o ano inteiro, mesmo mediante ao cinza ostentada pelos escapamentos.
Esse tipo de pessoa jamais perde tempo com frustrações, que não levam á nada, e costumam pedir desculpas por tudo , mesmo por aquilo que não cometeram.
As pessoas emotivas não conseguem enganar ninguém, mesmo porque, nunca tentam uma vez sequer. 
São ausentes dessa "habilidade" ou seja desse vácuo. 
Pois só entendem de atitudes que coloquem alma, coração, estes são seus únicos adereços.
Por isso, veem poesia na noite, nas estrelas, adoram sonhar e correr atrás do sonho, tentando alcançá-lo com a mão, e alcançam. E depois de tanto lutar pelo sonho adquirido, aparece alguém, muito mais inteligente e o leva embora.
Então, se faz hora de começar tudo de novo, sem sequer guardar mágoas ou rancores. Os românticos não guardam nada, mesmo porque são completos, não precisando de mais nada, a não ser a sensação de recriar novo sonho e partir para buscá-lo.
A sensibilidade, embora faça algumas pessoas sofrerem, mesmo assim, esta não deixa de ser gratificante, permite que os sensíveis vejam tudo, percebam tudo, mas com uma vantagem. Poder filtrar apenas a essência, aquilo que realmente faz sentido.
O mundo sem essa parte emotiva estaria muito pobre.
O que seria das artes sem a sensibilidade de Van Gog, que seria das clássicas sem Mozart, que seria das escritas sem o Fernando Pessoa, o que seria das proparoxítonas sem a “Construção” de Chico?
Sim, existem outros milhares, porém jamais iguais ou feitos em séries, cada um com seu jeito "único" e esquisito de ser.

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Izildinha