Nestor,cuja
profissão passou despercebida e nos meandros das escapadas que deu pelo mundo
afora,se viu ás voltas com um grande comboio que transportava petróleo de um
estado para outro. Encaixou-se nessa profissão e viu que fazia aquilo que
realmente gostava,cruzar os estados do Brasil de ponta a ponta,e com o tempo
ter esse país desvendado como as linhas da palma da mão.
Casara-se
com Maria da Penha,moça morena ,rosto afilado,olhos noturnos bem
expressivos,corpo delineado pelas mãos da natureza,não obstante a beleza
externa,era dotada de um caráter incrível.
Ele
também, tinha a beleza do homem campestre, pele morena, cabelos e olhos
castanhos, um rosto fincado num corpo alto e forte,queimado pelo sol e
deslexadamente sedutor...
Simples homem do bem.
Simples homem do bem.
Moravam
numa cidadezinha do Estado de São Paulo chamada Diamantina, que ficava encovada
no pé de uma montanha, onde na tarde o sol brincava de esconde-esconde entre os
coqueirais, e foi nesse paraíso que resolveram criar seus dois filhos
Felisberto
e Eugenia que agora já em idade escolar,estudavam na Escola Municipal
Diamantinense,onde se aprendia melhor,e em face da vida pacífica que levavam
eram todos muito felizes.
Todas
as vezes que Nestor punha o pé na estrada,deixava ali o seu coração e quando
voltava vinha buzinando na chegada onde sua linda morena e seus filhos ali
grudados pulavam de alegria e vinham no abraçar.
Foi
numa dessas viagens,que Nestor apressado para chegar em casa,vinha solando á
noite,quando que em outras circunstâncias pararia para descansar...
De
vez em quando tomava um cafezinho num posto aqui ,outro acolá para manter-se
atento e acordado.
Depois,
de novo pé na estrada!
Já
passava de meia noite, rádio ligado ouvindo música, de repente ele vê bem no
meio da pista a figura de uma mulher, não titubeou e tentou desviar, mas por
incrível que pareça, nem soube como...Estava ela em sua frente.
Freou
com tudo,sorte que era um trecho plano e deu para segurar a pressão da
carreta,mas mesmo assim,ele ficou pasmo de susto.
Nem
bem parou, ela se agarrava á porta e enfiou a cabeça dentro da boleia
e chorando lhe implorou.
_Moço, pelo amor de Deus volte!
Ele não estava entendendo quando ela continuou:- Logo ali atrás acabou de acontecer um acidente, morreram o pai e a mãe,mas tem um bebezinho de um ano .-Volte! Socorra a criança que ela está viva.
Faça isso moço! Tens filhos não tem?
e chorando lhe implorou.
_Moço, pelo amor de Deus volte!
Ele não estava entendendo quando ela continuou:- Logo ali atrás acabou de acontecer um acidente, morreram o pai e a mãe,mas tem um bebezinho de um ano .-Volte! Socorra a criança que ela está viva.
Faça isso moço! Tens filhos não tem?
-Sim
tenho disse ele meio embasbacado, mas voltar.
Nem pensou duas vezes diante de tanta insistência da mulher contornou a pista e ela disse que morava ali perto e precisava ir embora.
Nem pensou duas vezes diante de tanta insistência da mulher contornou a pista e ela disse que morava ali perto e precisava ir embora.
Voltou
exatamente um quilômetro e ficou estarrecido em ver a cena...
Fora
o primeiro a chegar no local, e aos poucos percebeu no meio do capim alguma
coisa se mexendo, não pensou duas vezes, chegou mais perto e ouviu a criança
que chorava,notou que era um menino .
Depois chegaram mais pessoas que foram se aproximando do local e também a polícia rodoviária.
Depois chegaram mais pessoas que foram se aproximando do local e também a polícia rodoviária.
Ele
procurou o policial e pediram socorro para salvar a criança, que fora
encaminhada para um hospital da cidade mais próxima dali
Ele
ficou consternado e acabou pernoitando na cidade para prestar depoimento no
outro dia, sendo o primeiro a chegar no local,como é de praxe...
Curioso,no
outro dia foi ao necrotério onde estava o casal aguardando a retirada pelos familiares.
Ao
puxar o pano do rosto da mulher, sentiu tudo girar,precisou ser
socorrido,tremendo foi o choque,pois era a mesma mulher, que o abordara na estrada
pedindo socorro.
E depois com a cabeça ainda zonza lembrou que também era dia das mães...
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha