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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

AGORAFOBIA

O vocábulo agorafobia tem origem no grego antigo, ágora, que significa praça pública com o sufixo fobia sendo medo.
Agorafobia o medo de sentir medo
Segundo o Manual Estatístico feito pela Associação Americana de Psiquiatria, a agorafobia é classificada como a fobia pertencente ao grupo das fobias sociais.
Essa perturbação pode ser considerada um transtorno da síndrome do pânico, pois a pessoa com pânico passa a evitar uma série de situações, achando que a qualquer momento ela pode ter uma crise.
A pessoa perturbada, passa a ter medo de ficar em casa sozinha, pois se passar mal, não terá ninguém para socorrê-la, e pelo mesmo motivo, também não sai sozinha, passando a ter medo de dirigir, de ficar em trânsito congestionado, filas, supermercados, feiras, pois lugares de difíceis acessos podem dificultar-lhe socorro se passar mal.
Acredita-se que a agorafobia pode ser causada por uma combinação de fatores genéticos e ambientais, e em muitos casos, a condição é comum na família, e também pode ter origem na perda de um ente querido, ou um ataque violento.
Segundo especialistas no assunto, medo todo mundo tem, uns mais, outros menos, mas o que difere o medo sadio, do medo patológico é justamente o prejuízo, que a pessoa tem, pelo incômodo gerado, mediante objeto ou situação do medo.
Portanto, a fobia é um medo patológico, irracional, mediante determinada circunstância ou objeto de medo, que podem ser de animais de pequenos e grande porte, de palhaço, de insetos e de outras circunstâncias, ou objetos.
Exemplificando: Uma pessoa portando uma fobia específica de gatos, ao deparar com um gato na rua, pode entrar em pânico , tendo taquicardia, sudorese, outros sintomas , só porque viu um gato.
Isso, fisicamente não lhe envolve nenhum perigo, mas ao ficar transtornada , pode atravessar uma rua sem o mínimo de cuidado, e correr o risco, de vir a ser atropelada.
Nessa situação, aconselham os especialistas, a priori, evitar esse constrangimento, mas o tratamento é feito, partindo da hierarquia dos medos, pela exposição gradativa.
Começando o tratamento, no caso, pela fobia mais leve, suponhamos que seja o gato, então, primeiro ela vê o desenho de um gato, depois ela vê uma figura mais definida de um gato, passando a observar um gato de longe, até que ela consiga segurar o gato no colo.
Vencida uma etapa no tratamento, eles partem para um segundo objeto, ou uma segunda situação da fobia.
E assim consecutivamente, eliminando as etapas, mediante exposições,onde a cura é encontrada no próprio objeto, ou condição, em que são desencadeadas as crises.

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Izildinha