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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

FRAGMENTO DO LIVRO_CENÁRIO


O tempo fora passando, tivera encontrado pessoas, as quais por um tempo me enamorara, mas logo depois viera um desinteresse, o qual jamais me permitira crescer no relacionamento.
Até que numa feira de artesanatos, que eu costumara frequentar aos domingos de manhã, conhecera Artur.
 Sempre fizera companhia á minha amiga e colega de trabalho Renata, licenciada em Artes,que sempre expusera seus quadros.
 Era um motivo para eu sair e ficar ali ao lado dela, observando seus quadros e lhe fazendo companhia ,geralmente depois almoçávamos juntas, numa barraquinha ali mesmo, que fazia um Sushi maravilhoso.
E fora numa manhã de setembro, estivera eu andando pela feirinha lotada de pessoas, quando nos encontráramos.
E houvera um verdadeiro encontro de olhares á primeira vista.
Eu distraidamente, tropeçara e trombara em qualquer coisa, e ele me segurara pelo braço para eu não cair.
Então,logo depois, ele fora me ajudando a catar uns utensílios de madeira, que estavam expostos á venda, e eu houvera derrubado.
Eu olhara para ele empalidecida e com vergonha, ele abrira um largo sorriso e então eu dissera:
Desculpe, eu sou mesmo desastrada!
Ele sorrira novamente e dissera a “famosa frase”:
Não te preocupe com isso, acontece nas melhores famílias
Eu respondera:
Melhores famílias sim, mas não as melhores pessoas.
Novamente ele redarguira:
Você é a melhor pessoa que presumo ter conhecido, com um sorriso acompanhando o exagero de asseveração, a qual me fizera.
Sorrimos os dois, e ele me estendera a mão:
Meu nome é Artur!
Eu respondera sem ponderar:
Satisfação, o meu Sabrina.
Ele então me perguntara:
O que faz uma moça feito você, tão só andando por esta feirinha?
Eu, com um pouco mais de desenvoltura respondera:
Puxa vida!
Era exatamente a pergunta que pensara em te fazer!
Sorrimos de novo...
Então contei que viera para conversar com minha amiga Renata e almoçarmos juntas.
Ele retrucou:
Juntas?
E os namorados?
Eu dissera que ela estivera num processo de separação e que eu não tinha namorado.
Ele fora franco e simples:
Pretende ter um a partir de hoje?
Acho que nesse momento, que nossos olhares se cruzaram, eu não precisara dizer mais nada.
Ele segurara minha mão e eu sentira o calor de sua pele perpassando pelo meu corpo.
Apresentei Artur á Renata, ele dissera que era escultor também, recém chegado de Londres, houvera morado cinco anos lá, se casara, mas tudo houvera terminado em dois anos.
Não tiveram filhos e estavam a dois anos separados, ela se casara com o grande amor de sua infância e ele se sentindo muito solitário voltara ao Brasil.
Viera conhecer a feirinha porque pretendia expor seus trabalhos.

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Izildinha