Eu sempre tivera uma certa fissura por
garotos japoneses, porém, os via como a impossibilidade em minha vida, e com o
tempo tudo fora passando,eu fora me distanciando de tais convivências ,e fora
focando outros rumos outras ideias.
Sempre fora uma pessoa incapaz de trilhar
o mesmo caminho duas vezes, suportara um relacionamento até esgotarem as
últimas consequências, ou possibilidades, porém quando meu coração bate a
porta, não há razão que o faça abrir.
Começara a ler livros de poesias e sempre
fora fascinada pela segunda geração romântica.
Pois o Romantismo brasileiro, fora chamado de era
ultrarromântica ou
byroniana. Fortemente influenciada por autores europeus como Goethe e Byron, tais escritores produziram obras com certo tom
pessimista e depressivo.
O exagero sentimental, o macabro, e o delírio foram distingues atualizados nos livros ultrarromânticos.
Uma conformidade de sentimentos e perspectivas de vida
entre esses jovens e as personagens retratadas nos romances e novelas
românticos.
O exagero sentimental marcado egocentrismo, a idealização da mulher, o
pessimismo diante da existência e a vontade de fugir, marcaram tanto a ficção do período quanto da própria vida de tal parcela da sociedade.
De fato, por exemplo, após a publicação da
narrativa “Os sofrimentos do jovem Werther”, de Goethe, muitos jovens
suicidaram-se, imitando o destino final do protagonista do livro.
Esse fato histórico representa muito bem como
os autores da geração byroniana conseguiram representar o espírito de uma
parcela da juventude do período.
Gostava de Alvares de Azevedo, não lera
muito Casemiro de Abreu, e é impressionante como ele tinha sua imagem no centro
dos fatos dos acontecimentos, aos quais jamais lhe traziam satisfações alguma.
A segunda geração romântica no Brasil, fora um período que corresponde de mil
oitocentos e cinquenta e três a mil oitocentos e sessenta e nove. Denominada “Ultrarromântica” ou a
Geração “Mal do Século”
Tendo como tema a tal fase: morte, amor não correspondido, tédio,
insatisfação, pessimismo.
Eu que vivera logo no início a sensação
do impossível, me prendera ás poesias, que falavam justamente do pessimismo, do
impossível, do amor apenas idealizado.
Escrevera alguns poemas naquela época e
publicara num pequeno jornal da cidadela em que eu morava, todos eles presos a essa tendência.
E com o passar do tempo, percebera uma
realidade mais amena, porém alguns resquícios do mal do século permaneceram em
mim, sem que eu percebesse talvez, Fora minhas convivências cobravam, minhas
gargalhadas, minhas solturas de alegria, trocadas por sentimentos mais
comedidos.
A lira dos Vinte Anos me marcaram
profundamente, mas á medida que o tempo passara, eu passara a vivenciar meu
próprio mundo, embora a leitura fizesse parte de minha vida, preenchendo minhas
horas solitárias.
Eu Sabrina jovem, gostara de desafios
quanto a interpretações e gostara da releitura ,para encontrar sempre algo
mais, de acordo com meu momento, que desde muito tenra idade, fora formando meu
ideal de vida, minha maneira de interpretar as coisas, mesmo divergindo dos
demais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigada pelo carinho!
Izildinha