Marcadores

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

FRAGMENTO DO LIVRO_CENÁRIO


Eu sempre tivera uma certa fissura por garotos japoneses, porém, os via como a impossibilidade em minha vida, e com o tempo tudo fora passando,eu fora me distanciando de tais convivências ,e fora focando outros rumos outras ideias.
Sempre fora uma pessoa incapaz de trilhar o mesmo caminho duas vezes, suportara um relacionamento até esgotarem as últimas consequências, ou possibilidades, porém quando meu coração bate a porta, não há razão que o faça abrir.
Começara a ler livros de poesias e sempre fora fascinada pela segunda geração romântica.
Pois o Romantismo brasileiro, fora chamado de era ultrarromântica ou byroniana. Fortemente influenciada por autores europeus como Goethe e Byron, tais escritores  produziram obras com certo tom pessimista e depressivo.
O exagero sentimental, o macabro, e o delírio foram distingues atualizados nos livros ultrarromânticos.
Uma conformidade de sentimentos e perspectivas de vida entre esses jovens e as personagens retratadas nos romances e novelas românticos.
 O exagero sentimental marcado egocentrismo, a idealização da mulher, o pessimismo diante da existência e a vontade de fugir, marcaram tanto a ficção do período quanto da própria vida de tal parcela da sociedade.
De fato, por exemplo, após a publicação da narrativa “Os sofrimentos do jovem Werther”, de Goethe, muitos jovens suicidaram-se, imitando o destino final do protagonista do livro.
Esse fato histórico representa muito bem como os autores da geração byroniana conseguiram representar o espírito de uma parcela da juventude do período.
Gostava de Alvares de Azevedo, não lera muito Casemiro de Abreu, e é impressionante como ele tinha sua imagem no centro dos fatos dos acontecimentos, aos quais jamais lhe traziam satisfações alguma.
segunda geração romântica no Brasil, fora um período que corresponde de mil oitocentos e cinquenta e três a mil oitocentos e sessenta e nove. Denominada “Ultrarromântica” ou a Geração “Mal do Século”
Tendo como tema a tal fase: morte, amor não correspondido, tédio, insatisfação, pessimismo.
Eu que vivera logo no início a sensação do impossível, me prendera ás poesias, que falavam justamente do pessimismo, do impossível, do amor apenas idealizado.
Escrevera alguns poemas naquela época e publicara num pequeno jornal da cidadela em que eu morava, todos eles presos a essa tendência.
E com o passar do tempo, percebera uma realidade mais amena, porém alguns resquícios do mal do século permaneceram em mim, sem que eu percebesse talvez, Fora minhas convivências cobravam, minhas gargalhadas, minhas solturas de alegria, trocadas por sentimentos mais comedidos.
A lira dos Vinte Anos me marcaram profundamente, mas á medida que o tempo passara, eu passara a vivenciar meu próprio mundo, embora a leitura fizesse parte de minha vida, preenchendo minhas horas solitárias.
Eu Sabrina jovem, gostara de desafios quanto a interpretações e gostara da releitura ,para encontrar sempre algo mais, de acordo com meu momento, que desde muito tenra idade, fora formando meu ideal de vida, minha maneira de interpretar as coisas, mesmo divergindo dos demais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pelo carinho!
Izildinha