A vida de ambos começara a perder o viço
do prazer tanto confundido com felicidade, já não se suportavam,porém,sabiam, que suas vidas, fora uma mentira em sua totalidade.
E ficara angustiante ,quando o crepúsculo
descera no olhar, sem o brilho da criatividade, sem o sentimento de
aborrecimento ,quando fizera algo, que não dera certo, sem o sentimento de dupla
satisfação, quando do erro, pudera advir um grande acerto.
Helena dissera a uma vizinha ,no meio de
uma conversa informal, comentando
sobre o falecimento de um vizinho
do bairro.
Dissera Helena, que lamentava
não ter ainda aproveitado tanto a vida, pois o falecido não teria mais o que
aproveitar, ela não explicara ,a que se referira.
Então a vizinha replicara:
Sim, mas existe uma continuidade amiga,
tudo muito misterioso,por isso, valera a vivência da fé.
Helena meio irritada dissera:
Que tanto dizes, que a vida verdadeira
está em outro plano, mas viemos aqui para sermos felizes.
A vizinha ficara em silêncio, entendendo
que cada ser, ou ser humano, tem seu ponto de vista, seus sentimentos,sua
maneira de tocar a felicidade.
E sempre sobrara a verdadeira felicidade ,para aqueles ,que mediante pessoas como Helena são infelizes, pois não festejam,
não viajam, não compartilham seus prazeres com ninguém.
As pessoas vivendo na modernidade
líquida, porém de formas heterogêneas, sentindo o discernir da felicidade,no
amor,no sabor,no cheiro, no gosto e outrem...
Todos os dias são iguais para
todos[as],porém somos nós que fizéramos nossas diferenças dissera a vizinha.
Jamais serão lugares, reuniões
importantes, grandes ciclos amistosos.
Existem pessoas extremamente felizes ,que
gostam de badalações, porém outras precisam da solidão ,para poderem encontrar
dentro de si, sempre alguma coisa nova.
Naquele dia, a faxineira de Helena chegara
mais cedo ,e começara a fazer a faxina cantarolando, Helena ficara observando
tudo aquilo com um certo tédio, e dissera para si mesma:
Pobre é uma mercadoria barata mesmo!
As pessoas começaram a denotar um mundo
meio estranho, doenças estranhas surgindo e uma grande reviravolta do “meio
ambiente”.
Uma parte da população vivenciara tudo
tranquilamente, pois entendera sobre a guerra espiritual, onde houvera uma
grande separação, entre os povos afins.A faxineira sempre cuidara de uma bíblia
que Helena tinha numa peça muito rara,numa das salas, e sempre mudara as
páginas. Helena
nesse dia ficara meio disfarçada, mas observando Rute a faxineira da comunidade, que cantarolara enquanto trabalhara, e pensara consigo:
Vou mandar essa idiota calar a boca.
Depois desistiu,naquele dia estava
inquieta e impaciente consigo mesma. Filhos e netos viviam tranquilos tocando o
negócio para frente, porém, vivenciando uma crise financeira ,que abatera
intensamente o país, que tivera as portas fechadas dos países externos para
exportação. Helena se
omitira em saber, queria continuar a vida na abastança, mesmo assim em pleno
tédio.
Ao terminar a faxina na sala onde sempre
estivera a bíblia como enfeite, ela entrara e se trancara para ler a página
deixada em exposição.[Mateus
10:34-39]
Não penseis que vim trazer paz à terra; não
vim trazer paz, mas espada. Pois vim causar divisão entre o filho e seu pai,
entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra, assim os inimigos do homem
serão os da sua própria casa. Quem
ama seu pai ou sua mãe mais do que
a mim, não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim,
não é digno de mim; e aquele que não toma a sua cruz e não me segue, não é
digno de mim. O que acha a sua vida, perdê-la-á;
mas o que perde a sua vida por minha causa, achá-la-á.Vim lançar fogo à terra, e que mais quero, se
ele já está aceso? Mas tenho de ser batizado com um
batismo, e como me angustio até que ele se cumpra! Pensais que vim trazer paz à
terra?
Não, eu vo-lo digo, mas divisão; porque de
ora em diante, haverá na casa cinco pessoas divididas, três
contra duas, e duas contra três; estarão divididas: o pai contra seu filho, e o filho contra seu
pai; a mãe contra sua filha, e a filha contra sua mãe; a sogra contra sua nora,
e a nora contra sua sogra.
(Lucas 12:49-53)
Helena nada entendera.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha