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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

FRAGMENTO DO LIVRO_VENTOS NOTURNOS


Á tarde íamos ao mercado, e entrara no elevador conosco, a nova moradora, que viera morar defronte nosso apartamento.
 senti que Fábio empalidecera, e ficara desconcertadíssimo com a presença dela, uma senhora de meia idade, que nos cumprimentara como se nos conhecêssemos há muito.
Houvera alguma coisa nela, que não me fora estranho.
Depois lembrara da voz das ligações.
Fizera-se um silêncio sepulcral entre nós, pois sentira, que um clima tóxico invadira o recinto.
Eu tentara conversar alguma coisa com ela, mas ela limitara-se a respostas curtas e quase sem nexo.
Do quinto andar ao térreo, parecera ter demorado um século, pois nunca estivera sentido Fábio, tão apreensivo e nervoso.
Estava uma manhã de sábado bastante clara, um sol irradiante, porém no recinto do elevador pairara uma tempestade avassaladora.
Fábio em pé mudara de pés para descansar as pernas ,o elevador fora se enchendo de gente, que se espremiam, ela encostara bem do lado de Fábio e eu sentira ela dizendo alguma coisa cortada entre os dentes.
Assim que o elevador chegara no térreo, saímos rapidamente e ela nos chamara e dissera:
Vossas filhas são lindas, e vossas netas também.
Depois tomara outra direção...
Assim que ganhamos espaço, Fábio me dissera que se tratara daquela mulher que conhecera no chat.
Eu irritadíssima lhe disse:
Está vendo o que você conseguiu arranjar para nossa família?
Ele balbuciava palavras nervoso, porém nada fazia sentido.
Continuei:
Quando ela ligou no teu celular, obviamente tinha teu número porque você deu.
Assim como ela descobrira o número do meu celular e depois de nossa casa.
Não satisfeita, agora está morando no mesmo prédio em frente ao nosso apartamento.
Ele me disse que falara uma vez só com ela no celular, depois a deletara, pois ela era estranha e vazia.
Eu lhe respondera:
Pois é, quem procura acha.
Ele dissera quase gritando:
Rita, está certo eu errei, pedi desculpas, mas agora não faz sentido ficarmos brigando, ela viera de Santa Catarina para morar em São Paulo, e tenho certeza que se trata de uma pessoa desequilibrada, precisamos avisar a polícia, ela sabe tudo sobre nós, nossas filhas e nossas netas também.
Ela tem me ameaçado constantemente, mas nunca pensei chegar a esse ponto.

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha