Á tarde íamos ao mercado, e
entrara no elevador conosco, a nova moradora, que viera morar defronte nosso
apartamento.
senti que Fábio empalidecera, e ficara
desconcertadíssimo com a presença dela, uma senhora de meia idade, que nos
cumprimentara como se nos conhecêssemos há muito.
Houvera alguma coisa nela, que não
me fora estranho.
Depois lembrara da voz das ligações.
Depois lembrara da voz das ligações.
Fizera-se um silêncio sepulcral
entre nós, pois sentira, que um clima tóxico invadira o recinto.
Eu tentara conversar alguma coisa
com ela, mas ela limitara-se a respostas curtas e quase sem nexo.
Do quinto andar ao térreo, parecera
ter demorado um século, pois nunca estivera sentido Fábio, tão apreensivo e
nervoso.
Estava uma manhã de sábado bastante
clara, um sol irradiante, porém no recinto do elevador pairara uma tempestade
avassaladora.
Fábio em pé mudara de pés para
descansar as pernas ,o elevador fora se enchendo de gente, que se espremiam,
ela encostara bem do lado de Fábio e eu sentira ela dizendo alguma coisa
cortada entre os dentes.
Assim que o elevador chegara no térreo, saímos
rapidamente e ela nos chamara e dissera:
Vossas filhas são lindas, e vossas
netas também.
Depois tomara outra direção...
Depois tomara outra direção...
Assim que ganhamos espaço, Fábio me
dissera que se tratara daquela mulher que conhecera no chat.
Eu irritadíssima lhe disse:
Está vendo o que você conseguiu
arranjar para nossa família?
Ele balbuciava palavras nervoso,
porém nada fazia sentido.
Continuei:
Quando ela ligou no teu celular,
obviamente tinha teu número porque você deu.
Assim como ela descobrira o número
do meu celular e depois de nossa casa.
Não satisfeita, agora está morando
no mesmo prédio em frente ao nosso apartamento.
Ele me disse que falara uma vez só
com ela no celular, depois a deletara, pois ela era estranha e vazia.
Eu lhe respondera:
Pois é, quem procura acha.
Ele dissera quase gritando:
Rita, está certo eu errei, pedi
desculpas, mas agora não faz sentido ficarmos brigando, ela viera de Santa
Catarina para morar em São Paulo, e tenho certeza que se trata de uma pessoa desequilibrada, precisamos avisar a polícia, ela sabe tudo sobre nós, nossas
filhas e nossas netas também.
Ela tem me ameaçado constantemente,
mas nunca pensei chegar a esse ponto.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha