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segunda-feira, 15 de junho de 2015

FRAGMENTO DO LIVRO_ÚLTIMA PALAVRA


Botucatu também possuíra outros atrativos como alternativas para passear, mas isso fazíamos durante o dia, deixando para noite alguma coisa mais romântica.
Assim alimentávamos o nosso relacionamento, nos deixando cada vez mais apaixonados um pelo outro.
Mesmo com as crises de ciúme , podíamos desfrutarmos de nossas presenças, na maior intensidade,felicidade,paixão.
Porém, bastava  as coisas estarem bem entre nós, que tudo acontecia.
Eduardo sempre arrumara uma nova desculpa e me pusera triste.
Um dia passeando de mãos dadas, em torno de uma praça, estávamos sorrindo felizes, supusera eu,mas em determinado momento, sem mais nem menos, ele começara a falar de uma ex namorada, baixa estatura, tinha olhos verdes, um rosto redondo e bonito, então começara a desabafar todo o amor que sentira por ela, depois olhara para mim e dissera.
Não importa,tu não és tão bela quanto ela, mas consegues atravessar o ano, comprando apenas um par de sapatos.
Eu sempre fora muito magra, estatura média, então me achara uma completa desengonçada.
Ficara em silêncio e não respondera nada, mas perdera a grande chance de terminar com aquele canalha...
E coisas assim, foram matando o encanto que até então, eu insistira em nutrir por ele.
Nesse dia ele tivera certeza de que eu estava realmente apaixonada, pois eu não dissera nada sobre sua atitude, porém o que ele não percebera, fora o estrago que ele houvera feito com aquela asseveração hipócrita para me invalidar.
Talvez, fora dependente, ,já naquela época, e nem o culpo,eu devia carregar comigo alguma coisa não resolvida em minha infância,portanto,qualquer forma de amor desleixada me bastara.
Continuamos nosso namoro sem grandes complicações, mesmo mediante avisos de minhas amigas, eu me mantivera aquém de qualquer comentário.
Enfim, ele houvera extrapolado todos os limites, no que tangera á minha invalidação, e algo houvera mudado dentro de mim,eu passara a vê-lo como ousado, arrogante e mal resolvido.
Mesmo assim, de vez em quando, alguma bronca irritadiça dele,só  me magoara em silêncio, porque eu estivera ainda com a cabeça intacta, perto do que isto me transformaria depois...
Enfim, Eduardo era aquela pessoa, que no início do relacionamento, fizera meu coração balançar, ao qual eu me derretia em carinhos, aceitando e entendendo tudo, de uma maneira tosca e estúpida.
Aceitação esta,que eu cometera, mediante ignorância eficaz dos fatos, das constatações psicológicas, e mediante cada um de nós ,como seres humanos.
Ás vezes ficara imaginando, que o mundo mudara de imagem, de cor e até de feição, mas na verdade, no meu mundo ,as coisas continuaram sempre as mesmas.
Mas,eu precisara, da solidão, para que fosse então, uma pessoa mais íntegra, porque sempre, que tentara me integrar a grupos, nada dera certo,nunca suportara.
 Eu sempre fora rechaçada, quando não fizera o estilo gado novo, e  o modelo que me impunham.
 Minha tal negação evitara de correr o risco de ter minha integridade corrompida, jamais adotara, as atitudes em redes, petrificando as minhas imagens ,deixando-as estáticas.
Abrangera em Eduardo, um jeito alegórico ,de manter suas amizades, as quais nunca foram as minhas, sentira a falta de sinceridade no ar, porém evitara ouvir a voz da percepção, tocando esse romance para frente, e o que era transparente e prazeroso, passara a ser de minha parte, sofrível e aleivoso.

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha