Botucatu
também possuíra outros atrativos como alternativas para passear, mas isso
fazíamos durante o dia, deixando para noite alguma coisa mais romântica.
Assim
alimentávamos o
nosso relacionamento, nos deixando cada vez mais apaixonados um pelo outro.
Mesmo
com as crises de ciúme , podíamos desfrutarmos de nossas presenças, na maior
intensidade,felicidade,paixão.
Porém,
bastava as coisas estarem bem entre nós,
que tudo acontecia.
Eduardo
sempre arrumara uma nova desculpa e me pusera triste.
Um
dia passeando de mãos dadas, em torno de uma praça, estávamos sorrindo felizes,
supusera eu,mas em determinado momento, sem mais nem menos, ele começara a
falar de uma ex namorada, baixa estatura, tinha olhos
verdes, um rosto redondo e bonito, então começara a desabafar todo o amor que
sentira por ela, depois olhara para mim e dissera.
Não
importa,tu não és tão bela quanto ela, mas consegues atravessar o ano,
comprando apenas um par de sapatos.
Eu
sempre fora muito magra, estatura média, então me achara uma completa
desengonçada.
Ficara
em silêncio e não respondera nada, mas perdera a grande chance de terminar com
aquele canalha...
E
coisas assim, foram matando o encanto que até então, eu insistira em nutrir por
ele.
Nesse
dia ele tivera
certeza de que eu estava realmente
apaixonada, pois eu não dissera nada sobre sua atitude,
porém o que ele não percebera, fora o estrago que ele houvera feito com aquela
asseveração hipócrita para me invalidar.
Talvez, fora dependente, ,já
naquela época, e nem o culpo,eu devia carregar comigo alguma coisa não
resolvida em minha infância,portanto,qualquer forma de amor desleixada me bastara.
Continuamos
nosso namoro sem grandes complicações, mesmo mediante avisos de minhas amigas, eu me mantivera
aquém de qualquer comentário.
Enfim,
ele houvera extrapolado todos os limites, no que tangera á minha invalidação, e
algo houvera mudado dentro de mim,eu passara a vê-lo como ousado, arrogante e
mal resolvido.
Mesmo
assim, de vez
em quando, alguma bronca irritadiça dele,só me magoara em silêncio, porque eu estivera ainda
com a cabeça intacta, perto do que isto me transformaria depois...
Enfim,
Eduardo era aquela pessoa,
que no
início do relacionamento, fizera meu
coração balançar, ao qual eu me derretia em carinhos, aceitando e entendendo tudo, de
uma maneira tosca e estúpida.
Aceitação
esta,que eu
cometera, mediante ignorância eficaz dos fatos, das
constatações psicológicas,
e mediante cada um de nós ,como seres humanos.
Ás
vezes ficara imaginando,
que o mundo mudara de
imagem, de cor e até de feição, mas na verdade, no
meu mundo ,as coisas continuaram
sempre as mesmas.
Mas,eu
precisara, da solidão, para que fosse então, uma pessoa mais
íntegra, porque
sempre, que tentara me integrar a grupos,
nada dera certo,nunca suportara.
Eu
sempre fora rechaçada, quando não fizera
o estilo gado
novo, e o
modelo que me
impunham.
Minha tal negação evitara de correr o risco de ter
minha integridade corrompida, jamais adotara, as atitudes em redes, petrificando as minhas imagens ,deixando-as
estáticas.
Abrangera
em Eduardo, um jeito alegórico ,de manter suas amizades, as quais nunca foram
as minhas, sentira a falta de sinceridade no ar, porém evitara ouvir a voz da
percepção, tocando esse romance para frente, e o que era transparente e
prazeroso, passara a ser de minha parte, sofrível e aleivoso.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha