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segunda-feira, 15 de junho de 2015

FRAGMENTO DO LIVRO_VOZ DE TROVÃO

Começara a sair um pouco mais de casa e frequentar barezinhos e algumas baladas, fora onde eu conhecera o Renato e começamos a namorar.
Eu não ficara impressionada no começo, apenas deixara as coisas fluírem, e também sem grandes esperanças, porém sempre fora sincera, e o respeitara muito.
Ele também era professor, mas de matemática e lecionava numa escola da mesma Diretoria de Ensino que a minha, e houvéramos nos conhecido em reuniões, da DE.
Então quando nos encontrávamos na noite, tudo fora acontecendo normalmente.
Dentro de pouco tempo, eu fora conhecer seus pais já idosos, pois ele fora adotado quando tinha sete anos de idade.
Samuel era o pai e Celestina a mãe, duas pessoas espetaculares, as quais eu me encantara logo no primeiro encontro.
Fora numa tarde de sábado, eles nos serviram um café delicioso com um bolo feito de mandioca, queijo e coco, nunca provara algo mais delicioso e pedira a receita, pois andara interessada, em me aprimorar na cozinha.
Nessa tarde Renato me dissera na frente dos pais, que queria me fazer uma surpresa,eu ficara meio sem jeito, pois não esperava, então ele mandara eu abrir a mão e colocara uma caixinha miúda dentro dela.
Eu a apertei com força depois perguntei:
Posso abrir?
Ele respondeu:
Claro!
Eu meio desconcertada dissera:
Vê lá o que vai fazer comigo.
Ele respondera:
Veja você!
Ao abrir zonza de emoção, vira que eram duas alianças.
Ele me perguntou:
Aceitas casar comigo?
Eu aceitara e Renato me dera um beijo e me abraçara fortemente, assim também seus pais, isso me pusera muito feliz.
Jamais poderia dizer que estivera derretendo de paixões, não pelo que ele era para mim, mas pelo que houvera eu vivenciado, então.
Delicadamente, seu pai colocara uma em minha mão escrita Renato, e sua mãe lhe colocara a outra escrita Augusta.
Seus pais me disseram, que achavam bom morarmos juntos, e me  perguntaram o que eu achara disso,eu respondera que estava de acordo.
Na segunda feira fomos a um cartório e legalizamos nossa situação, combinados que moraríamos no meu pequeno apartamento, até melhorarmos juntos nossa situação financeira.
Dentro de dois meses tudo acontecera num passe de mágica, sem tantas badalações, porém decididos pelo que seria melhor a nós dois.
Eu passara a frequentar a casa de Samuel  e Celestina, eles tinham um lindo jardim na frente da casa, e passavam um tempão me mostrando as mais diversas flores que colecionavam.
Eram bastante alegres e bastante carinhosos também, e eu me sentira no centro de uma família encantadora.
Renato também gostava de plantas e flores, mas sua paixão era o Javali um cãozinho vira latas, que ele houvera encontrado na rua.
O Kalu estava bem velhinho já, mas era meu amiguinho inseparável.
Eu contara a Renato que Kalu fora um presente de Leo,ele sorrira e achara legal.
Renato logo também se afeiçoara por Kalu, e me disse que não levaria Javali morar conosco, porque ele estava acostumado com um quintal e iria sofrer.
Eu concordara, mesmo porque Kalu, era de pequeno porte, e já estava acostumado a morar, em acomodações mais apertadas.
E minha vida houvera mudado em paz.
Renato era bastante criativo e envolvido comigo,eu pudera sentir um amor envolvente, vindo dele em minha direção sempre, e aos domingos nos reuníamos com seus pais, e passávamos juntos o dia todo, quão prazeroso era estar entre eles ,que o domingo passara ser agradabilíssimo, e passara rapidamente.
Os pais de Renato, sentira eu,que tinham grande desejo de serem avós, mesmo porque, já tinham uma certa idade, e sonharam tanto com isso.
Decidimos pelo nosso filho, ou filha, e logo depois eu engravidara.
Ao saberem ficaram felizes e emocionados,eu sentira renascendo com minha criança concebida junto de Renato e com  família maravilhosa.