Começara
a sair um pouco mais de casa e frequentar barezinhos e algumas baladas, fora
onde eu conhecera o Renato e começamos a namorar.
Eu
não ficara impressionada no começo, apenas deixara as coisas fluírem, e também sem grandes esperanças, porém sempre fora
sincera, e
o respeitara muito.
Ele
também era professor, mas de matemática e lecionava numa escola da mesma
Diretoria de Ensino que a minha, e houvéramos
nos conhecido
em reuniões, da DE.
Então
quando nos encontrávamos na noite,
tudo fora acontecendo normalmente.
Dentro
de pouco tempo, eu
fora conhecer seus pais já idosos, pois ele fora adotado quando tinha sete anos
de idade.
Samuel
era o pai e Celestina a mãe, duas pessoas espetaculares, as quais eu me
encantara logo no primeiro encontro.
Fora
numa tarde de sábado, eles nos serviram um café delicioso com um bolo feito de
mandioca, queijo e coco, nunca provara algo mais delicioso e pedira a receita,
pois andara interessada, em me aprimorar na cozinha.
Nessa
tarde Renato me dissera na frente dos pais,
que queria me fazer uma surpresa,eu
ficara meio sem jeito, pois não esperava, então ele mandara eu abrir a mão e
colocara uma caixinha miúda dentro dela.
Eu a
apertei com força depois perguntei:
Posso
abrir?
Ele
respondeu:
Claro!
Eu
meio desconcertada dissera:
Vê lá
o que vai fazer comigo.
Ele
respondera:
Veja
você!
Ao
abrir zonza de emoção,
vira que eram duas alianças.
Ele
me perguntou:
Aceitas
casar comigo?
Eu
aceitara e Renato me dera um beijo e me abraçara fortemente, assim também seus
pais, isso me pusera muito feliz.
Jamais
poderia dizer que estivera derretendo de paixões, não pelo que ele era para
mim, mas pelo que houvera eu vivenciado, então.
Delicadamente, seu pai colocara uma em minha mão escrita Renato, e sua mãe lhe colocara a
outra escrita Augusta.
Seus
pais me disseram, que achavam
bom morarmos juntos, e me perguntaram o que eu achara disso,eu
respondera que estava de acordo.
Na
segunda feira fomos a um cartório e legalizamos nossa situação, combinados que
moraríamos no meu pequeno apartamento,
até melhorarmos juntos nossa situação
financeira.
Dentro
de dois meses tudo acontecera num passe de mágica, sem tantas badalações, porém
decididos pelo que seria melhor a nós dois.
Eu
passara a frequentar a casa de Samuel e
Celestina, eles tinham um lindo jardim na frente da casa, e passavam um tempão
me mostrando as mais diversas flores que colecionavam.
Eram
bastante alegres e bastante carinhosos também, e eu me sentira no centro de uma
família encantadora.
Renato
também gostava de plantas e flores, mas sua paixão era o Javali um cãozinho
vira latas, que
ele houvera encontrado na rua.
O
Kalu estava bem velhinho já, mas era meu amiguinho inseparável.
Eu
contara a Renato que Kalu fora um presente de Leo,ele sorrira e achara legal.
Renato
logo também se afeiçoara por Kalu, e me disse que não levaria Javali morar
conosco, porque ele estava acostumado com um quintal e iria sofrer.
Eu
concordara, mesmo porque Kalu, era de pequeno porte, e já estava acostumado a
morar, em acomodações mais apertadas.
E
minha vida houvera mudado em paz.
Renato
era bastante criativo e envolvido comigo,eu pudera sentir um amor envolvente, vindo dele em minha direção sempre, e aos domingos nos reuníamos com seus
pais, e passávamos juntos o dia todo, quão prazeroso era estar entre eles ,que o
domingo passara ser agradabilíssimo, e passara rapidamente.
Os
pais de Renato, sentira eu,que tinham grande desejo de serem avós, mesmo
porque, já tinham uma certa idade, e sonharam tanto com isso.
Decidimos
pelo nosso filho, ou filha, e logo depois eu engravidara.
Ao
saberem ficaram felizes e emocionados,eu sentira renascendo com minha criança concebida junto de Renato e com família maravilhosa.