O
clínico nos explicara sobre o líquido
amniótico, que começara a ser produzido no início da gestação, na
fase embrionária, e é composto pela água vinda do corpo da mãe.
Doze dias depois da concepção, forma-se o saco
amniótico, uma camada fina, translúcida, porém muito forte e resistente, que
envolve o bebê e o fluído durante a gestação, só se rompendo no momento do
parto.
Essa
bolsa, aliás, é a primeira coisa que os pais conseguem ver no ultrassom na
quarta ou quinta semana de gravidez, mesmo antes de ser possível identificar o
embrião.
Somente
após a
vigésima semana, quando o feto desenvolve os rins,
é que começa uma interação mais direta com o líquido que o cerca.
O bebê o
inspira e expira, engole e o elimina por meio da urina.
Por mais curioso
que pareça, esse processo é completamente
saudável, porque estimula o desenvolvimento dos sistemas pulmonar e digestivo.
Nessa
fase, a substância está em constante renovação e passa a ser constituída
principalmente pela urina do bebê,
mas também apresenta uma pequena
concentração de nutrientes, hormônios e anticorpos.
Outra
função que o líquido exerce é o de
proteger o feto.
Ele serve como uma almofada aquosa capaz de defender contra impactos, caso a mãe caia ou sofra um acidente, além de preservar o bebê até durante o nascimento, amortecendo as contrações uterinas.
Ele serve como uma almofada aquosa capaz de defender contra impactos, caso a mãe caia ou sofra um acidente, além de preservar o bebê até durante o nascimento, amortecendo as contrações uterinas.
No
caso, o meu bebê,
fora um óvulo fertilizado
fora do útero, numa trompa, e não houvera como transplantá-lo em outro local A trompa,
um pequeno tubo através do qual passa o
óvulo fertilizado, no seu caminho do ovário para o útero.
O
clínico explicara que no caso, se minha gravidez continuasse, o embrião cresceria
e tornar-se-ia
demasiado grande para a trompa , provocando
a sua ruptura.
Portanto, minha gravidez ectópica, não poderia
ser levada até ao fim, precisaria ser removida, para salvar a minha vida.
Porém,
o clínico que me examinara, dissera não ter condições de remover o óvulo, pois
se encontrara num lugar indevido, onde a cirurgia afetaria meus órgãos vitais,podendo me levar á morte.
Então
procuráramos outro obstetra.
Este
também ao examinar dissera a mesma coisa e indicou um outro para que eu tivesse
o parecer deste.
Eu
entrara na sala e agora era um homem maduro usando óculos, Marcos eu o
reconhecera no mesmo instante e ele me reconhecera também.
Depois
de nos cumprimentarmos, estando ciente do caso me examinara, e muito emocionado
me dissera:
Augusta
querida, quero ser em tua vida precursor de alegrias sempre, mas também eu
recuso realizar tal cirurgia, vamos entregar este caso nas mãos de Deus, embora
estarei de teu lado para esperar o momento certo.
Então
eu passara a fazer o pré Natal com ele, ou um acompanhamento de um desfecho que
ninguém de nós saberíamos n o que iria resultar.
Todos
os meses ,ao me examinar,dissera ele, a criança estar ganhando peso,
inexplicavelmente viva, e todas as vezes ele se emocionava e me dissera ser um
caso extraordinário,eu porém, sempre pedira a Deus que assim fizesse a vontade dele.
Era
um menino, no qual poríamos o nome de Gabriel, caso sobrevivesse.
Dia
após dia, e os nove meses se completaram sem que houvesse hemorragias, dores
agudas ou coisas assim, e Marcos ficara espantado com o fenômeno, o feto se
desenvolvera normalmente num lugar onde cientificamente, não houvera explicações, para tal fato.
A
minha cesariana seria de grande risco, por isso, no dia dera um forte abraço em
Maia e pedira ao Renato bastante fé para que tudo corresse bem.
Renato
fora proibido de ficar no centro cirúrgico, devido a delicadeza do caso, mas
tudo correra normalmente, pois os médicos conseguiram remover o bebê sem nenhum
dano, nem para ele, nem para mim.
Eu
ouvira Gabriel chorar, e chorara também, pedira para deixarem ele um pouco
comigo,mas as enfermeiras o levaram, depois da cirurgia eu passara meio dia
sonolenta na sala de recuperação, e toda hora pedira para ver meu bebê.
As
enfermeiras diziam que ele precisaria ser mantido na estufa.
Em um
determinado momento, Marcos entrara no quarto e me dissera:
Augusta!
Vamos
ver o teu bebê?
Ele
me empurrara com a maca mesmo e as enfermeiras puseram ele no meu colo.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha